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Casa de Saúde do Rio Maina não fará mais atendimentos pelo SUS

Instituição psiquiátrica possui dívidas altas, inclusive tenta negociar o pagamento dos funcionários que serão demitidos

Por Redação Engeplus

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A Casa de Saúde do Rio Maina, em Criciúma, deixará de fazer atendimentos pelo Sistela Único de Saúde (SUS) a partir do dia 3 de março. O descredenciamento já foi encaminhado para a prefeitura. O principal motivo para o desligamento são as dívidas acumuladas pela entidade, valor que está em torno de R$ 2 milhões, conforme informações repassadas pela direção.

Hoje, a Casa de Saúde atende cerca de 190 pessoas, sendo 90% delas através do SUS, com casos de pacientes que estão internados há mais de 10 anos. Por isso, a instituição tem prejuízos mensais de até R$ 65 mil, situação que ocorre desde 1994. A intenção não é fechar as portas, mas, sim, manter uma clínica somente para atendimentos particulares e por convênio.

Não bastassem as atuais dívidas da casa, a direção da entidade ainda deverá se preocupar com o pagamento dos funcionários que serão demitidos. Atualmente, a instituição conta com 85 trabalhadores, mas 65 deles devem ser desligados, o que preocupa, além dos próprios funcionários, também o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região (Sindisaúde), como explica o presidente, Cleber Ricardo Cândido.

"A rescisão de trabalho com esses funcionários gira em torno de R$ 699 mil. Tivemos uma reunião e a direção propôs pagar os direitos trabalhistas em dez vezes. Porém, somente de multa rescisória são R$ 330 mil. A direção tem até a próxima quarta-feira para confirmar se terá esse valor ou não, pois, na quinta-feira, será feita uma assembleia com os trabalhadores para votar sobre a proposta", explica Cândido.

O assunto também será debatido na reunião do Conselho Municipal de Saúde, que acontece nesta segunda-feira, às 19 horas, no Salão Ouro Negro na prefeitura de Criciúma. "Como membro do Conselho, representando os trabalhadores em Saúde, é fundamental discutirmos este problema, o qual atingirá trabalhadores e a sociedade, pois não haverá mais atendimento gratuito em uma unidade de psiquiatria na região", explica o sindicalista.

Com a desvinculação, os pacientes que, hoje, são atendidos através do SUS, receberão alta da unidade psiquiátrica. Em um primeiro momento os familiares serão avisados. No entanto, caso ninguém seja encontrado, a prefeitura será notificada e deverá tomar as devidas providências, segundo informa o presidente do Sindisaúde.

Com informações de Maristela Benedet.

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