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Casa de Saúde Rio Maina recebe abraço solidário

Funcionários e familiares de pacientes foram algumas das cerca de 300 pessoas que participaram da mobilização nesta quarta-feira

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Vanessa Amando

Funcionários, sindicalistas, vereadores e familiares de pacientes atendidos pela Casa de Saúde Rio Maina, em Criciúma, realizaram na tarde desta quarta-feira uma mobilização pelo não fechamento da entidade. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes para dar um abraço simbólico na instituição.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindisaúde) de Criciúma, que ajudou a organizar a manifestação, Cléber Ricardo Cândido, a ação foi bastante positiva, pois contou com a participação de muitas pessoas, inclusive de vereadores. "O intuito era chamar a atenção dos governantes para o problema enfrentado pelos trabalhadores da Casa e pelos pacientes atendidos, assim como seus familiares", afirmou Cândido.

Segundo ele, há informações de que até a próxima sexta-feira o Governo do Estado se manisfestará e apresentará uma proposta para solução do problema. Uma reunião também será realizada ainda nesta semana com os vereadores para tentar reverter a situação do fechamento da Casa de Saúde. Entretanto, "se nada for feito, estamos nos mobilizando para que um grupo de pessoas vá de ônibus até Florianópolis pedir que o governador resolva a questão", ressalta o presidente do Sindisaúde.

Entre os vereadores que se manifestaram duranto o ato, Ricardo Fabris, que é presidente da Comissão Especial de Saúde da Câmara de Vereadores de Criciúma, destacou a movimentação intensa que está sendo feita em prol da continuidade dos trabalhos na Casa de Saúde. No entanto, ele também frisou que pouco foi resolvido porque a direção da entidade está irredutível, já que os governos municipal e estadual ainda não apresentaram nenhuma resolução. "Pergunto o seguinte: Se a Casa fechar e o familiar de uma pessoa tiver um surto, para onde ele poderá ser levado? Para onde moram os governantes? Para a prefeitura?", indagou Fabris.

Funcionária da Casa de Saúde há 15 anos, Marli Santiago Marcelino diz que foi surpreendida quando informaram que a instituição seria fechada. Segundo ela, é de fundamental importância que o Governo interfira em relação ao fechamento ou consiga outros lugares para estes pacientes, já que pessoas de toda a região Sul catarinense são atendidas pela entidade.

Dona Marina Alves Martins tem um filho que está internado na Casa de Saúde com graves problemas psiquiátricos. Emocionada, ela relatou que tem pressão alta e está sofrendo com o futuro incerto do filho. "Não tenho mais condições de saúde nem financeiras para cuidar dele. Peço que algo seja feito logo, pois não quero ver meu filho jogado nas ruas, desorientado, mas é isso que vai acontecer se não tiver um lugar para que ele seja atendido", lamentou entre lágrimas.

A situação de Francisco Vieira Lima é parecida. "Tenho um irmão de 50 anos internado na Casa de Saúde. Ele tem problemas com alcoolismo há muitos anos e há alguns meses começou a ter distúrbios psicológicos. Ele já esteve internado 11 vezes, sendo que sete foram na Casa de Saúde. Não sei o que fazer se ela for fechada. Enquanto alguns políticos gastaram e ainda estão gastando milhões com campanhas políticas, temos uma instituição importante endividada e ninguém resolve o problema", lembra ele.

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