Casa do
Casa do Atleta busca parcerias
Por Redação Engeplus
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O desafio de encarar a vida praticando uma modalidade esportiva requer dedicação e abdicação do conforto do lar e do convívio com familiares e amigos. Carregados pelo desejo de crescer pessoal e esportivamente, muitos deixam cedo o lugar onde moram para tocar a vida em outras cidades. Através da Casa do Atleta, é oferecida uma estrutura completa para dar qualidade de vida a reforços vindos de municípios distantes para defender o time de handebol da Fundação Municipal de Esportes de Criciúma (FME)/Satc.
Criada há dois anos, a moradia localizada no bairro Universitário abriga atualmente quatro jogadores de handebol. A FME e a Satc mantém a casa com psicólogo, psicopedagogo e fisioterapeuta à disposição dos jogadores. A instituição de ensino também cede bolsa de estudos para os jovens atletas. “Nós usamos também para hospedar atletas que vêm para fazer testes. Este ano nosso trabalho de base está bom e por isso temos só quatro, mas para 2013 avaliamos a possibilidade de reforçar nossa equipe com mais jogadores de fora em posições que tivermos maior carência”, explica o técnico do time de handebol de Criciúma, Martinho Mrotskoski.
A edificação tem capacidade para até dez atletas divididos nos quatro quartos. De acordo com Mrotskoski, a cobertura dos custos extras desses jogadores da casa necessita de parcerias. “Estamos em busca de patrocínio, principalmente para garantir a alimentação e a farmácia dos nossos atletas. Temos um projeto muito bom para a modalidade, unindo os talentos da cidade com jogadores qualificados de fora”, enaltece o treinador.
O mais velho do quarteto e um dos primeiros habitantes da Casa do Atleta é Alex Otelakoski, de 21 anos. Há seis anos ele saiu de Fraiburgo, no Meio Oeste Catarinense, rumo a Criciúma e atualmente concilia a segunda fase da faculdade de Educação Física, a qual cursa amparado por uma bolsa de estudos mantida pela FME, o estágio e os treinos pela equipe adulta de handebol. “Quando cheguei às condições eram boas, mas hoje está muito melhor. Vale muito a pena principalmente pelos estudos”, avalia.
Da mesma forma que a grande maioria dos colegas de modalidade, Alex começou a praticar o handebol no colégio. Aos 12 anos de idade passou a treinar e, por indicação do técnico, parou em Criciúma três anos depois, em 2007. “Nunca participei ativamente de outros esportes. Acho que o handebol é para mim mesmo, tanto que quero seguir futuramente como técnico, além de personal trainer”, revela.
Colaboração:João Pedro Alves/Comunicação PMC



