Caso dona
Caso dona Iva: primeira audiência aconteceu nesta sexta-feira
Por Redação Engeplus
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A primeira audiência de instrução sobre o assassinato de dona Iva Justino Marcolino, de 71 anos, aconteceu na tarde desta sexta-feira no Fórum de Criciúma. A audiência contou com a presença de testemunhas do caso, inclusive do autor confesso do homicídio, um morador de rua com 31 anos que está preso desde o dia 19 de setembro.
Em entrevista à Radio Eldorado, a juíza Débora Zanini, que acompanhou a audiência, afirmou que a defesa do réu alegou insanidade devido ao uso de drogas. "Trata-se de um homicida confesso. A partir disso, a defesa alegou que ele estava sob efeito de drogas quando cometeu o assassinato, pois é dependente de crack. Porém, essa tese ainda não pode ser fundamentada porque estamos aguardando o resultado de um exame toxicológico, o qual deve chegar dentro de 30 dias", contou Débora.
A juíza também deu detalhes sobre o depoimento do acusado durante a audiência. "Ele confessou o crime, mas não contava com naturalidade o que aconteceu. Não chegou a ser contraditório, mas foi preciso questioná-lo algumas vezes para conseguir mais detalhes sobre o que ocorreu naquele dia", explica Débora. Ela destacou o momento em que ele contou que era ajudado por dona Iva, sendo que, quando ele chegou na floricultura no dia do assassinato, a idosa lhe preparava uma sacola com pães, para que ele se alimentasse.
Familiares da vítima também acompanharam a audiência. A juíza Débora afirmou que o depoimento de um dos filhos de dona Iva foi carregado de emoção, o que também lhe chamou bastante atenção. "Um dos filhos contou a saga deles em ajudar andarilhos, dando comida, abrigo e até emprego para os mais necessitados. Ele ainda está inconformado com a ingratidão do assassino", revelou Débora.
A empresária do ramo de flores foi assassinada no dia 13 de setembro na área central de Criciúma, dentro de sua própria floricultura. A causa da morte foram os golpes de machadinha que ela recebeu do morador de rua. Ele recebia ajuda de dona Iva, mas, naquele dia, a matou porque ela lhe negou dinheiro. Depois de matá-la, ele roubou cerca de R$ 300 que estavam na bolsa dela.



