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Mortes e Peixes

Causa da mortalidade de peixes na região de Tubarão ainda é desconhecida

Professores da Udesc sugerem análise química investigativa visando identificar a presença de possíveis contaminantes, de origem orgânica e inorgânica

Por Redação Engeplus

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Foto: Marcos Martins

A Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) divulgou o resultado das análises físico-químicas básicas das amostras de água coletadas no Rio Tubarão e da Lagoa de Imaruí, após a mortalidade de inúmeros peixes nesta região. A diferença encontrada no exame é referente à temperatura da água, que está dois graus acima da temperatura medida nesse mesmo período em 2013, que era de 24ºC. Não foi diagnosticada quantidade abaixo da normalidade quanto à oxigenação da água.

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De acordo com a resolução do Conama, nº 357 de 2005, os valores de oxigênio dissolvidos não devem ser inferiores a 5 mg/L (miligrama por litro) para águas salobras. De acordo com o laudo, os resultados obtidos para este parâmetro, 5,3 mg/L e 5,6 mg/L, para o Rio Tubarão e a Lagoa de Imaruí, respectivamente, indicam que estes valores estão próximo do limite mínimo permitido.

Os professores do curso de engenharia de pesca da Udesc, responsáveis pelo laudo, Cristian Berto da Silveira e Aline Fernandes de Oliveira, afirmaram que pelo fato do estuário ter uma dinâmica muito rápida e por as coletas de água terem sido feitas quatro dias após o início da morte dos peixes, o resultado pode não refletir as condições que desencadearam o problema. “Não se pode descartar a possibilidade de um evento natural associando temperaturas elevadas, baixa circulação da água, aporte de nutrientes que levaram a eutrofização da água e prejudicando espécies mais sensíveis”.

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Após um ano de monitoramento da qualidade da água da Lagoa Santo Antônio dos Anjos realizado pela equipe da Udesc não foram encontrados níveis de oxigênio inferiores a 6,0 mg/L. “Portanto, sugere-se uma análise química investigativa visando identificar e quantificar a presença de possíveis contaminantes, de origem orgânica e inorgânica”, afirmam os professores.

Colaboração: Comunicação Laguna

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