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Comandante tricolor

Cavalo aponta a determinação como diferencial do Tigre

Técnico ainda ressalta trabalho motivacional após a derrota para o Avaí

Por Redação Engeplus

4 min de leitura

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Foto: Marcelo de Bona

Pressionado pela sequência de resultados ruins na Série B, Roberto Cavalo respirou aliviado após a goleada do Criciúma sobre o Oeste, por 4 a 0. Na avaliação do técnico do Tigre, a postura do time carvoeiro na noite desta terça-feira foi fundamental para a conquista dos três pontos.

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“O diferencial foi a determinação dos jogadores. Não que nos outros não teve, mas hoje foi um time valente, bem posicionado, marcando, conhecendo bem a maneira que joga o adversário. O Oeste é um time difícil de ser marcado. Não tem como fazer uma marcação individual ou adiantar a marcação. O goleiro do Oeste joga muito bem com os pés. Conversamos para fazer a marcação em uma linha de quatro. Fizemos quatro gols e tivemos a oportunidade de fazer mais. Mas o mais importante é que não tomamos gol, o que não acontecia há muito tempo. Isso ajuda muito. Parabenizei os jogadores, eles lutaram até o último minuto e conseguimos a vitória”, comenta Roberto Cavalo.

De acordo com o técnico, com o pouco tempo de trabalho após a derrota para o Avaí, a motivação dos jogadores foi principal foco na preparação para enfrentar o Oeste. “Muita conversa, reuniões, tivemos uma palestra com o Neno, que ajudou muito. Nós tivemos uma conversa muito importante com a diretoria do Criciúma, todos os dirigentes participaram da reunião. Valeu a pena a cobrança, passou tranquilidade para os jogadores naquele momento difícil. Perder para o Avaí, da maneira que foi, atrapalha bastante. Mas o campeonato está equilibrado, difícil de jogar, vai ter altos e baixos. Mas parabenizei os jogadores pela determinação que tiveram, e pedi para que mantenham essa postura”, pontua.

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Confira abaixo outros temas da entrevista coletiva de Roberto Cavalo:

Atuações de Roberto, Dodi, PC Magalhães e Raphael Silva

“Esse é o Roberto que a gente conhece. Hoje tivemos o contra-ataque e a velocidade do Roberto foi um diferencial. O Douglas, nós havíamos conversado para adiantar a marcação na saída de bola junto com o Felipe Guedes e o Barreto para tentar a roubada de bola. Porque estaríamos de mano para fazer o gol. Isso foi feito. E a volta do Raphael Silva deu muita segurança à zaga. O Paulo Cézar está chegando agora. Até levou uma pancada, pensamos até em substituir durante o jogo, mas como tínhamos alguns jogadores mais desgastados deixei até o final”

Recomeço no Criciúma

“Não chego a pensar isso. A gente vem trabalhando, é um planejamento. Ninguém mais do que esses jogadores, junto comigo e diretoria, querem subir o time para a Série A. Mas a realidade é que o campeonato é equilibrado. O momento nosso era mais preocupante em sair da zona de perigo, e lá na frente ver o que iria acontecer. Repetir o futebol de hoje é difícil, perdemos o Douglas pelo terceiro cartão amarelo. Não que não tenhamos elenco, mas muda a característica. Estou tendo essa dificuldade. Mas se o time encaixar, da maneira como foi, todos vão ficar tranquilos até o fim do campeonato e com certeza vai dar certo”

Menos pressão e novo clima de paz com a torcida após a goleada

“Já falei outras vezes, quando um jogador vem para o Criciúma, sempre falo que a torcida é igual a do Corinthians e do Flamengo. É uma torcida que cobra, de time grande, que quer a Série A do Brasileiro, mas temos que ter calma. Sabemos que vão cobrar e exigir. Mas pedi na coletiva de ontem para a torcida passar tranquilidade, equilíbrio, porque se o jogador mais experiente sente a pressão, imagina o mais jovem. Mas a torcida se comportou dentro dos seus critérios, respeitamos, até porque precisamos sempre da torcida a nosso favor para fazermos melhores jogos e conseguirmos resultados”

Preocupação com ausências de jogadores para a sequência de jogos

“O Jheimy preocupa, ele está voltando e sentiu a perna pesada. Vamos rever a situação dele para o próximo jogo. O Roberto da mesma forma. O Valdívia também se desgastou bastante, porque na função que jogou hoje teve que fazer o vai e vem. Até conseguiu fazer um gol, mas cansou e foi substituído. O Claiton nós estamos aguardando. O Alex Maranhão deve levar ainda uns 10 dias. Acreditamos que esses jogadores possam nos ajudar. Um jogador que sai do sistema, por haver característica diferente de um para o outro, muda muito uma partida. O Douglas me preocupa muito, sei que tenho substituto, mas não com as mesmas características. Mas o grupo está com um pouco de moral, pegou mais confiança. Agora é trabalhar e pensar no Brasil (RS)”

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