Futebol brasileiro
CBF recebe autorização da Fifa para divulgar decisões sem revisão no VAR
Medida posiciona a CBF como pioneira mundial
Por Fabrício Júnior
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu da Fifa a autorização para divulgar publicamente áudios e vídeos de decisões tomadas pela equipe de arbitragem mesmo nos casos em que não houve revisão na cabine do VAR, os chamados ‘lances sem revisão protocolar’. O anúncio foi feito pela entidade em seu site oficial após uma consulta formal à entidade máxima do futebol mundial.
De acordo com a CBF, a entidade já era a única federação nacional a publicar os áudios de todos os lances com revisão formal no monitor. Com essa nova permissão, a confederação passa a incluir também lances relevantes sem revisão na cabine, reforçando seu compromisso com a transparência e a confiança no futebol brasileiro.
Os áudios e vídeos dos lances sem revisão protocolar serão disponibilizados em até 24 horas após o término da partida, respeitando diretrizes técnicas e operacionais acordadas com a FIFA. Segundo o presidente Samir Xaud, essa medida reforça o compromisso da atual gestão da CBF em combater problemas históricos do futebol brasileiro.
“Desde o início da nossa gestão estamos atuando em problemas estruturais do futebol brasileiro, mexendo em questões que havia décadas demandavam mudanças. Já anunciamos o novo calendário do futebol masculino, estamos finalizando o do feminino e no mês que vem vamos divulgar as regras do fair play financeiro. A arbitragem está entre essas prioridades. Ampliamos agora a divulgação dos áudios, em nome da transparência. Vamos anunciar outras melhorias nas próximas semanas, integrando um plano de ação que já vem sendo elaborado desde que assumimos a CBF”, declarou.
“Sempre consultamos a Fifa em questões que fogem à rotina: regras, resoluções, protocolos ou determinações da própria IFAB/FIFA. Nessa consulta argumentamos que apresentar as checagens de grande impacto, mesmo sem ida do árbitro à cabine, reforçaria a integridade de nossas competições. Recebemos a liberação, para fins de instrução e transparência”, afirmou Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem.



