CCZ e
CCZ e Ecoponto: possibilidade de uso e manutenção compartilhada entre municípios
Por Redação Engeplus
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Prefeitos e representantes dos municípios da Região Carbonífera estiveram reunidos com a direção da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), Associação Empresarial de Criciúma, Fiesc Regional Sul, Fecam e Ministério Público Estadual e Federal para começar a estudar duas propostas apresentadas pelo prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro.
Convênios financeiros entre os municípios para a manutenção, custeio e uso coletivo do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e do Ecoponto (depósito e encaminhamento de pneus em desuso). O encontro aconteceu na Central da Merenda, em Criciúma, onde todos almoçaram nesta segunda-feira.
Conforme o gerente de Agricultura e Agronegócio da prefeitura de Criciúma, Salomão Roman da Silveira, o CCZ custa à prefeitura R$ 45 mil. Com a adesão das prefeituras, o custeio seria dividido de forma proporcional (uma sugestão foi fazer um cálculo per capita). E o recolhimenbto de cães seria feito com ajuda das secretarias de Saúde, Ongs e fundações de Meio Ambiente.
“A intenção é ampliar as castrações, mas para isso precisamos inaugurar a segunda etapa da estrutura do CCZ e aguardar a construção do hospital do curso de Medicina Veterinária da Unibave para ajudar no trato dos cães, gatos e equinos. Um dos projetos é colocar um chip nos cães que saem tratados do centro para que se faça um monitoramento”, explicou Silveira.
No caso do Ecoponto, duas vezes ao mês a prefeitura de Criciúma faz viagens ao Paraná para levar os pneus entregues no local para sejam direcionados à reciclagem em uma empresa (os pneus viram matéria-prima para cimento, asfalto e energia), despesa média de R$ 2 mil. “Por enquanto não pagamos aluguel do galpão onde funciona o Ecoponto e não chega a ser uma despesa pesada, mas isso vai acontecer em breve. Como temos essa referência para desova na região, não vejo motivo para os municípios não aproveitarem”, disse o presidente da Fundação de meio Ambiente de Criciúma, Giovano Isidoro. Conforme Salvaro, com maior adesão de usuários poderia se pensar, futuramente, em montar um consórcio para fazer a entrega pronta da matéria-prima à indústria.
Durante o encontro foram sugeridas algumas ideias para aperfeiçoar as propostas. Uma delas do promotor Luiz Fernando Góes, de criar um selo específico para estabelecimentos comerciais que façam o descarte correto dos pneus como forma de reconhecer o interesse em colaborar com o meio ambiente e informar os clientes sobre o comportamento do comerciante. Para ambas as ideias, os convênios dos municípios interessados serão feitos via direção da Amrec. Conforem o diretor, Eno Steiner, com apoio da prefeitura de Criciúma será formulado um planejamento e modelo prévio de projeto de lei para dar rapidez ao assunto ainda antes do período eleitoral.



