Ceramistas rejeitam
Ceramistas rejeitam nova proposta e mantém greve para sexta-feira
Por Redação Engeplus
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A greve dos cerca de 5 mil trabalhadores das indústrias cerâmicas de Criciúma e região segue mantida para ter início nesta sexta-feira. Desde 1988 a categoria não realiza uma greve geral nas cidades do Sul de Santa Catarina.
Em mais uma tentativa frustrada de negociação, a proposta apresentada pelo sindicato patronal - de 9% escalonado para quem recebe até R$ 3 mil e 6,20 (INPC do período acumulado) para os profissionais com renda de R$ 3 mil a R$ 5 mil, além de R$ 750 de abono de férias - não foi aceita pelo comando de negociação do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas.
“A paralisação está mantida pela decisão da categoria que não abre mão de um índice melhor. Eles estão intransigentes, mas os trabalhadores estão unidos e fortes”, pondera o presidente do Sindicato, Itaci de Sá. A categoria reivindica 10% de ganho real e 6,20% de inflação.
Segundo Itaci, as cerâmicas Elisabete, com 300 trabalhadores; Pierini, com 400 profissionais; e a Imbralit, com 150, acordaram em pagar 10%. Nesta sexta-feira deve ser fechado o acordo com elas porque, legalmente, o sindicato pode fechar acordos individuais com cada empresa. “Se elas podem pagar, por que as outras não pagam?”, questiona Itaci. A greve deve iniciar em uma empresa ainda não definida pelo Sindicato. Em Criciúma e região são cinco mil trabalhadores distribuídos em 13 empresas.
Colaboração: Maristela Benedet/Comunicação Sindicato dos Trabalhadores



