JBS
Cheiro ruim: alvará pode ser travado de novo
Prefeito e comunidade cobram soluções da empresa no bairro São Luiz
Por Redação Engeplus
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A Prefeitura poderá suspender o alvará da JBS Foods para o funcionamento de uma unidade da empresa no bairro São Luiz, em Criciúma, por conta do cheiro ruim exalado e de outros problemas gerados. A possibilidade foi admitida pelo presidente da Fundação de Meio Ambiente de Criciúma (Famcri), Giovano Izidoro.
“Quem licencia a empresa é a Fatma. Mas nós podemos notificar e autuar, como já fizemos. E vamos apurar a eficácia das medidas que eles estão prometendo. Se não houver resultados, podemos sim reter o alvará”, informa. “Mas nossa intenção não é fechar a empresa, apenas achar uma solução que fique a contento da população”, detalha o presidente.
O prefeito Clésio Salvaro observa que o alvará já chegou a ser suspenso pelas mesmas razões. “A empresa precisa se adequar. Será um benefício para os moradores e para a própria JBS. Foi por isso que o alvará da fábica foi retido no último mês”, comenta.
Trânsito também
é problema
Em reunião ontem, Clésio Salvaro cobrou soluções da empresa, que esteve representada no encontro, a exemplo da comunidade do bairro São Luiz. “Notamos que nos últimos 15 dias o cheiro ruim diminuiu, mas temos o problema do trânsito muito pesado de caminhões também”, acentua o presidente da Associação de Moradores do bairro, Nereu Tinelli. À ASTC caberá um estudo de trafegabilidade na região.
“A empresa nos disse que tem soluções para o cheiro ruim. Que estão instalando um equipamento com a melhor tecnologia do momento. Na semana que vem iremos até lá para uma inspeção”, observa Izidoro. O presidente da Famcri lembra que há quatro anos foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a mediação do Ministério Público para amenizar o odor, porém pouco resultado foi verificado. “Não surtiu efeito”, lamenta.



