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Agricultura

Chuva ameniza estiagem e estanca prejuízo em lavouras de milho

Precipitações também contribuíram para melhorar a qualidade das pastagens

Por Thiago Hockmüller

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Foto: Divulgação| Emater/RS-Ascar

A má distribuição da chuva ao longo dos meses de junho, julho, agosto e setembro, quando a soma de toda a precipitação acumulada foi equivalente a apenas um mês regular, ficou para trás. O clima tem contribuído para as principais culturas da região, sobretudo para as plantações de milho, que poderiam ter grandes prejuízos não fosse a boa distribuição da chuva em outubro e novembro.

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Quem explica é o engenheiro agrônomo da Epagri de Içara, Luiz Fernando Búrigo Coan. Em entrevista ao Portal Engeplus, no início de novembro, ele alertava para prejuízos no campo em decorrência do tempo seco.

Na cultura do milho, os danos poderiam variar entre 10% e 20%, situação confirmada, porém não agravada.

“De forma geral, o clima foi bom. As duas principais culturas no campo neste momento são o fumo e o milho. Havia uma seca quando o milho foi plantado, em setembro, mas choveu bastante. Tirando a semana passada, o tempo estava ótimo para o milho, mas tivemos vento Nordeste e dias quentes, o que prejudicou um pouco a lavoura. A chuva prevista para terça à noite e quarta de manhã será ótima”, explica.

Essa previsão de perda do milho se concretizou. Mesmo que a planta tenha crescido e se desenvolvido com a chuva, ela deixou de crescer lá atrás. É um prejuízo de 10% no potencial produtivo, ou seja, quem plantou 150 sacas, vai colher 135, que é uma produtividade de média para boa, mas senão tivesse aquela seca no começo seria ainda melhor.

Luiz Fernando Búrigo Coan, engenheiro agrônomo da Epagri de Içara
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Dano reduzido

A cultura do fumo também teve prejuízo amenizado, no entanto, o excesso de chuva em alguns momentos de novembro produziu folhas doentes. A estimativa é que ao final da colheita o prejuízo chegue até 20%. A estimativa é que pudesse atingir 30%.

"Até uns 20 dias atrás estava bom para o fumo, porém estas últimas chuvas prejudicaram um pouco a lavoura, que está fase de colheita. O prejuízo (de 30%) não se confirmou no caso do fumo, que cresceu mais tarde e não teve o problema do milho. Durante a seca, o prejuízo foi menor. O prejuízo mesmo, na cultura do fumo, foi dessa chuva dos últimos dias. Ela prejudica a qualidade da folha”, explica.

No caso das pastagens, o tempo seco no início do segundo semestre atrapalhou a vida dos produtores de leite, que passaram a sofrer com um custo maior na produção em função da compra de rações. “Mas voltou a chover e o prejuízo não aumentou”, pondera.

Conforme o engenheiro da Epagri, este período do ano registrou nove estiagens na última década. A tendência é que este ano o clima seja mais favorável, uma vez que no final de dezembro já começam as famosas chuvas de verão.

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