Clima instável
Ciclone extratropical provoca chuva volumosa em SC e deixa Sul do estado em alerta
Risco é alto para ocorrências associadas a chuva
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A atuação de um ciclone extratropical na costa catarinense segue produzindo instabilidade no clima e a previsão do tempo indica períodos de chuva entre este domingo e segunda-feira, dia 5 e 6. Para as regiões da Grande Florianópolis, Sul e Planalto Sul, a preocupação é redobrada já que o risco é alto para ocorrências como descargas elétricas, alagamentos, deslizamentos de terra e rajadas de vento.
Conforme a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/SC), as rajadas de vento no Sul do Estado podem chegar aos 70 quilômetros por hora (km/h). Já a Defesa Civil indica que o risco é alto para alagamentos, deslizamentos e enxurradas. A chuva deve ser ainda mais constante na segunda-feira.
“A condição para chuva persistente e volumosa nas áreas da serra catarinense, do Litoral Sul e da Grande Florianópolis deve ter início no domingo e se manter ao longo da segunda-feira, quando deve ser observados os maiores acumulados. A Defesa Civil reitera a necessidade de acompanhar diariamente os avisos e boletins de previsão do tempo devido às constantes atualizações nos modelos meteorológicos”, alerta o órgão.
Em Criciúma, os modelos indicam chuva a partir das 10 horas deste domingo. “É um volume bom de chuva, uma chuva contínua e bem espalhada. Não para de chover até a madrugada de segunda, por volta das 4 horas. E depois volta a chover das 8 horas até a meia-noite”, afirma o coordenador municipal da Defesa Civil, Fred Gomes.
Temporal no sábado
Nesse sábado, dia 4, em poucos minutos durante a tarde diversas casas em Criciúma, sobretudo na região do distrito do Rio Maina, ficaram completamente destelhadas. Árvores também caíram e provocaram danos na rede elétrica deixando unidades consumidoras sem energia. Os transtornos foram provocados por rajadas de vento de até 50 quilômetros por hora (km/h), que vieram acompanhadas de chuva e trovoadas.
A relação entre a velocidade do vento e o impacto causado por ele faz a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Criciúma (Compdec) buscar respostas para a intensidade do fenômeno. Não está descartada a possibilidade da região do Rio Maina ter sido atingida por uma tempestade convectiva, a chamada microexplosão. “É muito estranho porque até 50 km/h já é um pouco problemático, mas desta vez foi diferente, foi uma paulada. O telhado inteiro de diversas casas foi arrancado”, disse Fred Gomes, responsável pela Compdec.
Ocorrências também foram registradas em Içara, Urussanga, Morro da Fumaça, onde um raio provocou apagão no município, e Nova Veneza. No Extremo Sul, Balneário Arroio do Silva chegou a estar com mais de 9 mil unidades consumidoras sem energia, fato que também acometeu bairros de Maracajá, Balneário Gaivota e Araranguá.
Abaixo, confira recomendações de segurança da Defesa Civil:



