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Ciclone migra

Ciclone migra para Rio Grande do Sul

Por Redação Engeplus

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O deslocamento gradual do ciclone da costa catarinense em direção ao Rio Grande do Sul gerou divergências acentuadas entre meteorologistas gaúchos. O pivô das discussões foi o reconhecimento do fenômeno pela Marinha dos Estados Unidos nesta terça-feira, qualificando-o de “tropical” e deixando em aberto seus efeitos.

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“Há quatro anos, nenhum ciclone recebia classificação Invest na costa do sul do Brasil”, lembrou no final da tarde Eugenio Hackbart, da MetSul, de São Leopoldo. “Do ponto de vista científico, a grande notícia é que, com a classificação, os olhos do mundo se voltam para este sistema na nossa costa.”

O monitoramento da Marinha estadunidense, respaldado pelo NOAA, a agência meteorológica oficial daquele país, passa a fornecer “uma enormidade de dados indisponíveis antes e em tempo real”, comemorou o climatologista gaúcho.

O boletim do NOAA para a América do Sul na tarde desta terça “adota linguagem pesadíssima e sem precedentes nas análises para a região”, comentou Hackbart. “Alerta para a possibilidade do ciclone na costa ganhar força e evoluir para tropical e termina a advertência com a seguinte frase: Preparem-se para o pior.”

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A aproximação do sistema da costa gaúcha aconselha o estado de alerta por pelo menos mais 24 horas, sublinha Hackbart. “Não se trata de vento, mas chuva e vale lembrar que um ciclone subtropical sem qualquer rajada forte em janeiro passado provocou chuva intensa no sul do estado que resultou em 14 mortes.”

Para o climatologista da MetSul, permanece na costa do Rio Grande um “alto risco de tornados e trombas dáguas. O alerta se mantém, apesar da Defesa Civil gaúcha ter dito que o alerta foi descontinuado, algo nada recomendável, especialmente quanto ao risco de alagamentos e eventual inundação.”

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