Ciclone provocou prejuízos para produtores rurais da Amrec e Amesc
Cultivo da banana foi o mais prejudicado com os ventos


Além de provocar prejuízos na área urbana, o ciclone extratropical que trouxe chuva e ventos fortes para o Sul de Santa Catarina causou danos na zona rural dos municípios. Ainda nesta quinta-feira, dia 13, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) iniciou o levantamento dos problemas ocasionados para os agricultores e pecuaristas.
O levantamento prévio feito pela Epagri, já mostra os primeiros danos registrados nas cidades que formam a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e a Associação dos Municípios do Extremo Sul (Amesc). A cultura mais prejudicada foi a banana, já que o cultivo acontece em áreas de encostas, onde os ventos costumam ser mais fortes. Em Jacinto Machado, parte de bananais foram ao chão e em Criciúma as folhas foram rasgadas.
Em alguns municípios, aviários e galpões agrícolas tiveram parte ou todo o telhado arrancado com a força dos ventos, como em Morro Grande, Santa Rosa do Sul, Lauro Müller, Cocal do Sul, Treviso e Urussanga. Em Siderópolis, parte de produções de cana-de-açúcar foram tombadas.

Há também a preocupação com outros cultivos mais sensíveis. Em Urussanga, dois produtores de morango tiveram dez estruturas de produções danificadas. O mesmo aconteceu em Morro Grande onde lavouras de fumo e brócolis tiveram prejuízos.
“Em relação às atividades agrícolas, pode-se dizer que a cultura da banana será a mais prejudicada, justamente por conta das áreas de cultivo estarem concentrada nas regiões de encostas, onde os ventos são mais fortes. Já temos casos de agricultores comunicando perdas e solicitando vistoria das lavouras para acionar o seguro”, disse o gerente regional da Epagri na Amrec e Amesc, Edson Teixeira. A Epagri ainda não possui um cálculo de prejuízo, já que o levantamento está em execução.



































