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Ciclone Yakecan causou R$ 24 milhões de prejuízos na agricultura da Amrec e Amesc, calcula Epagri

Somente a bananicultura sofreu estragos superiores a R$ 19 milhões

Por Lucas Renan Domingos

3 min de leitura

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Foto: Divulgação/Epagri

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) finalizou o relatório dos estragos causados pelos ventos do ciclone Yakecan na agricultura do Extremo Sul de Santa Catarina. Os dados apontaram que os danos na produção vegetal ultrapassaram os R$ 22,6 milhões. Somados os problemas estruturais causados pelos ventos, o valor dos prejuízos chegam a R$ 24,2 milhões.

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O cultivo de banana representa o setor mais prejudicado, alcançando R$ 19,2 milhões. Outras culturas como o maracujá (R$ 797 mil) e milho segunda safra (R$ 553 mil) também somaram perdas significativas. Os dados foram levantados em conjunto com as Secretarias Municipais de Agricultura e Defesa Civil de Santa Catarina nos municípios.

“O estudo confirmou o que a gente já previa, que os danos com o vendaval seriam maiores do que os causados pelo frio. A banana é mais suscetível aos riscos de episódios de ventos fortes por ser cultivada em áreas onde os vendavais costumam ser mais intensos e por ser cultivada ao longo de todo o ano”, destacou o gerente regional da Epagri nas regiões da Amrec e Amesc, Edson Borba Teixeira.

Os municípios mais afetados foram Praia Grande e Jacinto Machado, que chegaram a decretar situação de emergência devido aos estragos causados aos agricultores. “Foram municípios que tiveram bastante tombamento de plantas, então demorará mais tempo para esses produtores se recuperarem”, salientou. Criciúma, Timbé do Sul, Treviso, Siderópolis e Lauro Muller também tiveram danos. “Nessas cidades houve prejuízos de desfolha, folhas rasgadas, o que impacta na redução da expectativa de produtividade. Outro dano, é que o vento frio provoca o ‘chilling’, escurecimento das frutas. São perdas que se refletem nos próximos meses”, acrescentou Teixeira.

Linhas de crédito

O gerente regional da Epagri lembra que o órgão vem buscando soluções para evitar mais danos ao agricultor em novos episódios de vendavais. “São casos recorrentes na nossa região. Estamos cobrando do Ministério da Agricultura medidas que amenizem os impactos aos produtores. Uma das alternativas seria a criação de um seguro específico subsidiado para a atividade da banana sempre que houver eventos similares ao que tivemos nesta semana”, destacou.

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Já em Santa Catarina, a Epagri trabalha na orientação dos produtores afetados para o acesso a linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo do Estado. São os casos do ProAgro e do Reconstrói SC. Além dos estragos nas plantações vegetais, as benfeitorias mais também foram atingidas, como aviários, galpões de animais, estufas, abrigos de cultivo e sala de ordenha. Os prejuízos estruturais passam de R$ 1,6 milhão.

O ciclone Yakecan

O ciclone, inicialmente classificado como subtropical, deslocou-se do litoral do Uruguai e Rio Grande do Sul para o litoral de Santa Catarina nos dias 17 e 18 de maio, provocando fortes ventos no Sul do Estado Catarinense.

As rajadas máximas chegaram a 80km/h em Arroio do Silva, 90km/h em Imbituba e 100km/h em Siderópolis (Barragem do Rio São Bento). Nas demais regiões de SC, rajadas de 50 a 70 km/h foram registradas na maioria das estações meteorológicas monitoradas na Epagri/Ciram. A Marinha do Brasil classificou o ciclone como Tempestade Subtropical, batizado por “Yakecan” (“o som do céu” em tupi-guarani).

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