Ciclone Yakecan: prejuízos na agricultura de Praia Grande podem ultrapassar os R$ 5 milhões

Município vai decretar situação de emergência para solicitar ajuda ao Governo do Estado

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Ciclone Yakecan: prejuízos na agricultura de Praia Grande podem ultrapassar os R$ 5 milhões
Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande

Dados levantados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pela Secretaria de Agricultura de Praia Grande projetam que os prejuízos causados na agricultura do município pelo ciclone Yakecan podem ultrapassar R$ 5 milhões. A cidade foi a mais afetado pelo forte vendaval que atingiu o Sul de Santa Catarina na madrugada dessa quarta-feira, dia 18.

Os mais impactados foram os bananicultores. Aproximadamente 90% dos produtores de banana de Praia Grande tiveram as suas plantações danificadas pelo ciclone. O relatório preliminar da Epagri apontou que os agricultores tiveram perda de 30 a 40% das áreas plantadas. Os danos também aconteceram em outras culturas, como o maracujá.

“Além do fendilhamento das folhas e quebra do pseudocaule das bananeiras, outro ponto importante a ser considerado é o período de recuperação dos pomares. Este prazo será variável em função do nível de dano e das condições climáticas nos meses subsequentes e possíveis adversidades que possam ocorrer neste período. Cultivos anuais de arroz irrigado, milho, feijão, fumo e outros não apresentaram perdas significativas devido ao período de entressafra da produção”, disse o secretário de Agricultura de Praia Grande, Celso da Silva Pereira Júnior.

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Os prejuízos farão a Prefeitura de Praia Grande decretar situação de emergência. Os documentos serão finalizados e encaminhados para a Defesa Civil e para o Governo de Santa Catarina. O objetivo é pedir ajuda para atender os agricultores.

“Tivemos registros de alguns danos materiais como destelhamentos, mas já estão sendo recuperados. No entanto, nas lavouras os prejuízos são enormes e, provavelmente, levarão muitos meses para reestabelecer as produtividades que estávamos alcançando nos bananais”, finalizou Júnior.

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