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Helicoverpa armigera

Cidasc descobre lagarta que ataca plantações em Nova Veneza

Outras regiões estão sendo monitoradas. Helicoverpa armigera é perigosa por atacar diversos tipos de plantações

Por Redação Engeplus

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Foto: Imagem Ilustrativa/Reprodução Cidasc

Após instalar armadilhas em cinco cidades do Sul de Santa Catarina, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) descobriu, em Nova Veneza, uma lagarta que ataca diversos tipos de plantações: a helicoverpa armígera. As armadilhas, segundo o engenheiro agrônomo da companhia, Daniel Remor Moritz, foram instaladas em Turvo, Jacinto Machado, Ermo, Içara e Nova Veneza.

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O engenheiro explica que essa praga foi detectada recentemente - no final de 2013 - nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, principalmente em plantações de soja e algodão da Bahia. "A Cidasc começou a estudar a situação em Santa Catarina e encontrou a praga na região de Campos Novos. Decidimos, então, instalar as armadilhas no Sul", ressalta Moritz.

A helicoverpa é uma lagarta que passa rapidamente a ser mariposa, afirma o engenheiro agrônomo. A Cidasc percebeu isso após relatos de ataques de mariposas em plantações de milhos na região Sul de Santa Catarina. "Pegamos essas lagartas, criamos em laboratórios e mandamos para Porto Alegre, para análise. Ela não faz mal para a saúde humana, mas ataca muitos tipos de plantações, como milho, soja, fumo, feijão, tomate, e acaba se tornando um risco à produtividade", avalia.

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A praga foi registrada, até o momento, em apenas uma propriedade. Os produtores devem estar atentos, pois a helicoverpa é um inseto voador e impossível de isolar. Existem, segundo Moritz, produtos recomendados pela Embrapa para o controle desta praga. O produtor que detectar a praga em sua plantação deve entrar em contato imediatamente com a Cidasc para que as medidas necessárias sejam tomadas. "Nesta propriedade de Nova Veneza o ataque foi bastante intenso, mas com o tempo ela se recuperou. A devastação não foi tão grande. Estamos monitorando os ataques desde o final de dezembro", explica Moritz.

A Cidasc criou, também, um grupo de trabalho que envolve universidades da região, além da Epagri, para estudar a incidência da praga em Santa Catarina e ver como o Estado deve se adequar no combate à helicoperva armígera. Os produtores podem acompanhar o avanço dos estudos diretamente pelo site da Cidasc, pelo www.cidasc.sc.gov.br.

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