Cinquentenário do
Cinquentenário do comerciante mais antigo da Próspera
Por Redação Engeplus
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Há cinquenta anos, o então jovem Otto Chaves Pacheco, vindo de Tubarão, resolveu abrir uma farmácia na Próspera. Instalou-se em uma pequena sala, úmida e escura, na rua Engenheiro Loja.
O tempo passou, concorrentes e até uma carbonífera fecharam no bairro, mas ele resistiu. Hoje, é o mais antigo comerciante do seu ramo ainda em atuação. "Abri a farmácia em 1961, vi a Próspera crescer e ainda estou aqui", conta o orgulhoso comerciante.
Antes de vir para Criciúma, Otto trabalhou por um ano em Tubarão, em uma farmácia. Trocou todos os salários por medicamentos, e com eles, trazidos em um ônibus, tornou-se dono do próprio negócio na Próspera. "Era tudo diferente. A minha farmácia era a única de toda a Próspera. Havia umas doze no resto da cidade", recorda. "Na farmácia, se fazia injeção, curativo, o primeiro atendimento era aqui".
Como o tempo passou, seu Otto lembra que já está na terceira geração de clientes. "Atendi bisavós de gente que hoje frequenta a farmácia". O seu estabelecimento era muito frequentado no auge da Carbonífera Próspera. "Quando os mineiros recebiam os salários, faziam fila aqui para pagar os fiados que faziam ao longo do mês. A quebra da carbonífera faliu muita gente aqui na Próspera". Seu Otto acompanhou de perto, também, a morte de muitos trabalhadores das minas de carvão. "Recebi muita gente na farmácia com os primeiros sintomas da pneumoconiose. Nos cabia encaminha-los para os médicos", lamenta.
Nos anos 60 e 70, os tônicos e fortificantes eram os medicamentos mais vendidos. "Ainda hoje eles são bem procurados, mas no passado eram os campeões de vendas". Com o tempo, o seu Otto envolveu-se com o esporte. Passou a torcer pelo Próspera, do qual era sócio. "Mas lembro de ir a Itajaí de Kombi com amigos, em 1962, torcer pelo Metropol que foi campeão contra o Marcílio Dias". Certo dia, no final dos anos 80, foi a uma reunião no estádio Mário Balsini e saiu dela como presidente do Próspera. "Fiquei um ano e meio na presidência, foi uma experiência interessante, mas não quero mais voltar para o futebol".
Seu Otto tem, desde o final dos anos 50, a antiga formação de Oficial de Farmácia. "Quem era oficial podia abrir uma farmácia". Apaixonado pelo que faz, o comerciante mais antigo da Próspera, hoje com 71 anos, quer viver até os 100. "Estou atrás do balcão de segunda a sábado, das 7:30 às 21 horas, fazendo o que gosto".



