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Cinzas do vulcão chileno causam problemas respiratórios

Por Redação Engeplus

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Foto: Fot: Reprodução internet

Ressecamento dos olhos, nariz, sangramento e irritação na garganta têm sido os principais sintomas dos pacientes com problemas crônicos respiratórios.

As cinzas do vulcão chileno Puyehue, que encobriram a região no início desta semana, fizeram piorar os casos de asma, bronquite, rinite, laringite, entre outros.

O pneumologista Celso Tadeu de Menezes informou que nesta semana o número de consultas aumentou. Dos atendimentos que realizou desde segunda-feira em seu consultório, 20 eram casos de irritações por conta das cinzas. “Este período da primavera e mudança das flores já proporciona irritação nos pacientes, com as cinzas teve uma agravo”, considerou.
Conforme Menezes o material vulcânico tem causado em alguns pacientes sangramentos nas narinas e dificuldade para respirar. “A maioria me procura com queixas de irritação, sem saber o motivo da piora”, relatou.
Apresentando alguma irritação o médico sugere: ingerir muito líquido, fazer nebulização com soro, para umedecer a mucosa nasal, utilizar umidificador em casa e pingar soro fisiológico no nariz de três a quatro vezes por dia.

Se o paciente já possui problemas respiratórios grave, é necessário procurar um médico. “As cinzas podem ajudar a colonizar bactérias e acabar causando doenças secundárias”, justificou. Do contrário, ele afirma que os sintomas podem desaparecer em três dias.

Nos próximos dias o vento não favorece que as cinzas cheguem a Santa Catarina. O climatologista da Epagri, Márcio Sônego, comentou que até domingo o vento sopra em direção Nordeste. “O centro de previsão de cinzas de Buenos Aires emitiu um boletim hoje informando que o material está indo em direção ao Oceano Atlântico. Só que na terça-feira chega uma frente fria e o vento Sul pode trazer mais cinzas para a região”, alerta Sônego.
Os aeroportos de Forquilhinha, Florianópolis e Porto Alegre, conforme o climatologista, não identificam mais o material vulcânico na atmosfera e passaram a operar normalmente.

Colaboração: Jussi Moraes

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