Classe médica
Classe médica de Criciúma também adere à manifestação nacional
Médicos reivindicam melhorias na Saúde Pública do Brasil e não atenderam pelo SUS nesta quarta-feira
Por Redação Engeplus
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Esta quarta-feira foi um dia de mobilização nacional para a categoria médica. Além dos profissionais da Medicina que deixaram seus consultórios e postos de trabalho na rede pública, em Criciúma, acadêmicos também participaram do ato. Eles se reuniram no pátio do Hospital São José, de onde partiram pela rua Coronel Pedro Benedet em direção da Praça Nereu Ramos e do Terminal Central, nesta tarde. A orientação da categoria era para que nenhum médico atendesse na rede pública hoje, exceto nos serviços de Urgência-Emergência e cirurgias eletivas.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos da Região Sul (Simersul), Luiz Augusto Borba, a participação dos médicos e estudantes serve para mostrar à população que a classe também está lutando por melhorias na Saúde Pública do país. "Tivemos médicos de Criciúma, Araranguá, Içara, os que atendem pelo Sistema Único de Saúde - SUS -, em consultórios particulares, clínicas de radiologia, os acadêmicos da Unesc, enfim, a adesão foi muito boa e recebemos apoio da comunidade, pois não vi ninguém vaiando, tivemos muitos aplausos", relata Borba.
As reivindicações estão: aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a saúde, pois hoje são somente 3,5%; o reajuste da Tabela SUS; a aplicação de prova para médicos estrangeiros, a fim de atestar a formação acadêmica deles, o entendimento da Língua Portuguesa e o conhecimento do sistema de saúde brasileiro; plano de carreira para médicos, entre outras.
"A população reclama da calamidade em que se encontra a Saúde Pública no Brasil e os médicos também conhecem essa realidade, por isso deixamos os consultórios hoje para protestar. Nem todo médico atende a vida inteira pelo SUS, mas, com certeza, todo médico algum dia já trabalhou no setor público. É preciso que o Governo invista mais na saúde. Não adianta trazer médicos de fora porque o problema não está nos profissionais, está na estrutura, na falta de estrutura para trabalharmos", explica o presidente da Regional Médica da Zona Carbonífera (RMZC), Ricardo Martins.
Os acadêmicos lutam pelas mesmas causas, mas, de forma particular, também defendem a não obrigatoriedade de mais dois anos de atendimentos no SUS para a formação acadêmica, como explica o estudante Vinicius Monteiro, da nona fase de Medicina da Unesc. "Já atendemos no SUS durante os seis anos de faculdade, mas com supervisão de médicos professores. A ampliação para mais dois anos só atrasaria a formação e ainda haveria menos especialistas formados, em virtude desse atraso", detalha Monteiro.



