Clássico da Polenta
Clássico da Polenta é decidido nos pênaltis e Caravaggio leva a Copa Sul dos Campeões
Após 1 a 1 no tempo regulamentar, goleiro Pedro Paulo decidiu e defendeu duas cobranças
Por Rafaela Custódio
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O vencedor do Clássico da Polenta, que levou a taça da 19ª edição da Copa Sul dos Campeões, só veio nos pênaltis. Após empate por 1 a 1 no tempo normal, o Caravaggio, que jogou com 10, venceu o Metropolitano por 4 a 3 nos penais. O jogo de volta foi disputado no estádio Darci Marini, em Nova Veneza, neste domingo, dia 30. Na ida, a partida terminou sem gols.
O destaque foi o goleiro Pedro Paulo. Na disputa por pênaltis, ele defendeu duas cobranças e foi um dos responsáveis pela conquista.
Visitantes em vantagem antes dos 10
Os primeiros minutos foram de domínio da equipe da casa, que buscou o ataque e chegou a criar uma boa oportunidade com André Gava, num arremate cruzado que saiu pela linha de fundo.
Porém, aos 9 minutos, veio a resposta do Caravaggio em grande estilo. Após cruzamento da esquerda, Andrei dominou bonito e com um toque se livrou de dois marcadores. A finalização de pé direito venceu Passarella e abriu o placar no clássico. No lance seguinte, quase veio o empate com Shayder. Depois de cobrança de falta na área, o zagueiro subiu com liberdade, mas cabeceou para fora.
Foto: Fabrício Colombo Jr

Aos 15 minutos aconteceu a primeira confusão do clássico. Após uma falta de Mateus Laguna em Foguinho, os jogadores se estranharam, houve empurra-empurra e até mesmo um dirigente do Caravaggio entrou no gramado para protestar. Após três minutos de muita conversa, o árbitro controlou com cartões amarelos para Foguinho, Fá e Mateus Laguna.
O Metropolitano ameaçou a meta de Pedro Paulo aos 25. Fá recebeu de Lalau e chutou cruzado. O goleiro do Caravaggio estava atento e jogou pela linha de fundo.
Expulsão e nova confusão
Aos 34, nova confusão. Mateus Laguna entrou de carrinho em Fá, bem em frente ao banco do Metropolitano. Comissão técnica e reservas se revoltaram com a falta. Como já tinha amarelo, Mateus Laguna foi advertido mais uma vez e foi expulso. O cartão vermelho ao atleta do Caravaggio esquentou o clima da partida. Houve novo empurra-empurra dentro e fora do gramado envolvendo jogadores e dirigentes.
Após toda a confusão, o jogo só recomeçou aos 42 minutos no 11 contra a 10 em favor do Metropolitano. Apesar de todas as paralisações, porém, a arbitragem deu apenas cinco minutos de acréscimos.
Tendo a vantagem de um jogador, os anfitriões quase empataram aos 47. André Gava chutou de fora da área, a bola rebateu na zaga e sobrou para Foguinho, que finalizou forte e viu a bola passar perto da trave esquerda de Pedro Paulo. Foi a última boa chance da etapa inicial, que terminou no 1 a 0 para o Caravaggio.
Foto: Fabrício Colombo Jr

Metrô ao ataque
Precisando do gol e tendo a vantagem numérica de atletas, o Metropolitano buscou o ataque na volta do intervalo. E o empate veio rápido, aos 8 minutos. Após cobrança de escanteio da direita, Cleiton cabeceou e João Simon apareceu no segundo pau para marcar de carrinho.
A virada quase veio aos 16. Depois de cruzamento da esquerda, a zaga do Caravaggio cortou errado e André Gava chutou de primeira. Pedro Paulo voou para espalmar e fez bela defesa. Um minuto depois, Paulo Sérgio finalizou cruzado da direita e a bola passou pertinho da trave direita.
Ritmo cai
Com o 1 a 1 no marcador, a cautela passou a ser a principal característica das duas equipes. A principal chance saiu apenas aos 32, mais uma vez com André Gava. O chute colocado parou em Pedro Paulo, que fez boa intervenção.
Aos 38 minutos, o Caravaggio foi desfalcado no banco. O goleiro reserva Douglas foi expulso por reclamação. Um prejuízo extra para o time que já havia perdido atletas como Maicon Ermo e Beto Cachoeira, substituídos ao longo da etapa final. Nada que fosse capaz de mudar o placar no Darci Marini, forçando a disputa por pênaltis para definir o campeão.
Pedro Paulo brilha nos pênaltis
O Metropolitano abriu a disputa por pênaltis com gol. Thiago Cristiano deslocou Pedro Paulo e abriu a contagem. Caravaggio respondeu na mesma moeda: Marcel bateu, Passarella acertou o canto, mas a bola entrou e igualou o placar em 1 a 1.
A segunda série foi aberta por Renan Maia, que parou em Pedro Paulo. A cobrança rasteira, no canto esquerdo, foi defendida pelo goleiro do Caravaggio. Ederson bateu no mesmo lugar, só que com mais força e colocou os visitantes em vantagem.
Foto: Fabrício Colombo Jr

O goleiro Passarella abriu a terceira série e também parou em Pedro Paulo. Ele também bateu na esquerda, mas a meia altura. O arqueiro do Caravaggio caiu no lugar certo e defendeu mais uma. Edvânio bateu em seguida, deslocou Passarella, converteu e abriu 3 a 1 para a equipe visitante.
Na quarta série, Guto marcou. Ele bateu de direita, no canto esquerdo e venceu Pedro Paulo. Com a responsabilidade de marcar para erguer a taça, Deivid acertou a trave e deu a sobrevida ao Metropolitano.
Na última série, André Gava era obrigado a marcar para empatar a disputa. O camisa 10 do Metropolitano deslocou Pedro Paulo e fez o terceiro. Na última cobrança, Dudu deslocou Passarella e fez o gol do título. Caravaggio venceu nos pênaltis por 4 a 3 e conquistou a 19ª edição da Copa Sul dos Campeões. Após o jogo, torcedores invadiram o gramado para comemorar junto dos jogadores pela taça.



