Brasileirão
Clube da Série B é punido e deve perder custeios antes bancados pela CBF
Decisão foi publicada por Agência Reguladora nesta terça-feira, dia 16
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A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) emitiu um comunicado nesta terça-feira, dia 16, excluindo a Ponte Preta do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B). Com isso, a equipe de Campinas terá que arcar com despesas integrais de logísticas e arbitragem, antes custeadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
De acordo com o comunicado da Anresf, a CBF continuará a operacionalizar a logística por meio de sua agência parceira e a processar as taxas pelo sistema centralizado da Confederação, passando a enviar mensalmente ao clube a fatura consolidada das despesas incorridas, a ser reembolsada em até dez dias úteis. Além disso, o clube deverá restituir à CBF o valor de todas as despesas de logística e arbitragem suportadas desde o início da competição até a data da exclusão. O não pagamento sujeita o clube à retenção de quotas de transmissão ou premiação e às demais sanções previstas na regulamentação aplicável.
A exclusão não impede a readesão futura. O clube poderá voltar a aderir ao PARF-B desde que comprove novamente o preenchimento dos requisitos de elegibilidade e de permanência, pelo procedimento próprio de adesão — o que pressupõe a efetiva regularização das obrigações trabalhistas que motivaram a exclusão.
A reportagem fez contato com o vice-presidente do Criciúma, Matheus Perraro Benetton, para entender qual o posicionamento do clube em relação à punição e como o Tigre está referente às análises da agência. De acordo com o gestor, a instituição carvoeira está em dia com suas obrigações e apoia 100% o trabalho realizado pela Anresf.
Benetton, que na última semana esteve nos Estados Unidos com o presidente Pedro Paulo Canella, representando o Criciúma em uma comitiva da CBF com os clubes das Série A e B do Campeonato Brasileiro, contou à reportagem que houve uma conversa informal com o representante da agência reguladora para demonstrar apoio ao trabalho de fiscalização, para que as agremiações cumprem com seus compromissos financeiros com atletas e demais colaboradores. De acordo com o vice-presidente do Tigre, a reunião contou com a presença da maioria dos times da Série B, incluindo a própria Ponte Preta.

Caso Fortaleza
Benetton lembrou também que o Fortaleza segue com uma pendência financeira com o Criciúma na negociação do zagueiro Marcelo Benevenuto. Segundo o gestor, o valor atual gira entre R$ 550 mil a R$ 600.
O caso também foi encaminhado para análise da Anresf. “Pelo menos oito clubes já foram notificados por pendências. A primeiro punição foi essa da Ponte Preta. Nós estamos cumprindo com nossas obrigações e apoiamos o trabalho da agência para que os demais também cumpram”, pontuou.
A reportagem também fez contato com a assessoria de imprensa da Ponte Preta, que afirmou ter tomado conhecimento da punição e está avaliando se vai ou como irá se pronunciar sobre o assunto.



