Cobrança de
Cobrança de taxa de embarque na rodoviária de Criciúma gera impasse entre passageiros e ASTC
ASTC estuda cobrar R$ 0,64 dos usuários que possuem vale transporte ou daqueles que têm desconto, como estudantes e idosos
Por Redação Engeplus
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A Autarquia de Segurança, Trânsito e Transporte de Criciúma (ASTC) deve apresentar na próxima semana um estudo sobre a cobrança da taxa de embarque em terminais rodoviários de municípios vizinhos. Com base nisso e no Artigo 46 da Lei Municipal 5390/2009, a Autarquia determinará quem é responsável pelo pagamento da mesma tarifa na questão dos usuários da rodoviária de Criciúma que possuem vale transporte ou daqueles que têm desconto, como estudantes e idosos.
A questão tem gerado dúvidas entre os passageiros. "Moro em Içara, trabalho em Criciúma, e recebo o vale da empresa onde trabalho, mas isso é descontado no salário. Se começarem a cobrar essa taxa, não sei se a empresa vai incluir o valor no vale mensal ou se os funcionários terão que pagar do próprio bolso", indaga Ana Paula de Souza.
De acordo com o presidente da ASTC, Giovani Zappelini, a taxa de embarque já é cobrada há muitos anos, mas somente dos usuários que compram o bilhete de passagem na rodoviária e realizam o embarque ainda nela. "Trata-se de uma Lei. A cobrança é referente aos serviços disponíveis ao usuário na rodoviária, como banheiros, limpeza, manutenção", esclarece ele. Nas linhas intermunicipais são cobrados R$ 0,64; já nas linhas interestaduais a cobrança é de R$ 1,92.
Parada da rua Pedro Rodrigues Lopes - Outro impasse está relacionado à retirada do ponto de ônibus da rua Pedro Rodrigues Lopes, no Centro (sentido avenida Centenário - City Club), o que vai acontecer na próxima segunda-feira. Ana Paula relata que, a parada mais próxima, depois da rodoviária, será somente a localizada na frente do Supermercado Giassi, na avenida Centenário. "Fica muito mais longe para quem trabalha no Centro, por exemplo. Ainda com essa história de cobrança de taxa, muitas pessoas não vão querer embarcar na rodoviária", destaca.
Zappelini explica que a mudança é necessária em virtude do grande tráfego de veículos na rua Pedro Rodrigues Lopes. "Em horários de pico, os ônibus param naquele ponto e obstruem a passagem de veículos, o que gera lentidão e congestionamentos nas proximidades, pois aquela rua é usada como retorno", afirma o presidente da ASTC.



