Criciúma
Colégio Policial Militar volta à pauta e pode ser implantado já em 2019
Secretário Regional, João Fabris, se reúne hoje com governantes para discutir o assunto
3 min de leitura

A instalação do Colégio Policial Militar em Criciúma está próxima de acontecer. Na tarde desta terça-feira, dia 3, o secretário da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), João Fabris, participa de uma reunião em Florianópolis para discutir o assunto com a secretária de Estado da Educação, Simone Schramm. E na próxima semana uma nova reunião, desta vez com o governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, deve alinhavar a execução do projeto já para o início do ano letivo de 2019.
A expectativa é que a escola funcione em um primeiro momento com apenas duas turmas de séries iniciais. Além do mais, cerca de 40% das vagas devem ser destinadas para o público interno, ou seja, filhos de policiais, bombeiros, etc. "É um projeto muito bom. Já temos em Lages, Joinville, Florianópolis... e agora podemos ter a partir do ano que vem em Criciúma", planeja Fabris.
Disciplina e respeito
O projeto para a implantação do Colégio Policial Militar foi entregue ao secretário na última semana pelo comandante da 6ª Região de Polícia Militar, Coronel Cosme Manique Barreto, e pelo comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel, Evandro de Almeida Fraga.
Barreto explica que o projeto embrionário poderá, no futuro, se tornar uma escola completa chegando ao Ensino Médio. Em Criciúma, o projeto é tratado como uma extensão do executado na Capital do Estado. "O resultado é extremamente positivo. A disciplina, o respeito ao professor, às normas, tudo cria uma sinergia para que os alunos estejam atentos aos ensinamentos. Queremos premiar a capacidade intelectual dos alunos e não quem está melhor vestido e que anda na moda", pondera.

O local e os custos para que o projeto ganhe vida ainda estão em discussão. Barreto aguarda pelos trâmites e reuniões no Governo do Estado para voltar a tratar do assunto com as autoridades políticas. Quanto ao corpo docente, a ideia é realizar um concurso interno entre professores da rede Estadual de Ensino para montar a equipe.
"Não é militarismo, é disciplina"
As escolas militares vêm se destacando em avaliações educacionais. Em Florianópolis, só para exemplificar, o Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires alcançou em 2015 a melhor nota entre as séries finais da rede estadual no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Para Barreto, a disciplina é um dos principais requisitos do bom desempenho dos colégios militares. No entanto, lembra que muitos criticam o modelo por confundir disciplina com autoritarismo. "Esse preconceito só existe partindo de um pequeno grupo, que é partidário. Não é militarismo, é disciplina. É respeito ao professor e as pessoas, honra à pátria. É um grande projeto para Criciúma", avalia.



