Colorados reclamam que não conseguiram entrar no HH

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Colorados reclamam que não conseguiram entrar no HH
Foto: Amanda Garcia Ludwig

José Pires é torcedor do Internacional. Mora em Tubarão e veio de lá com seis ingressos na mão para, com familiares, assistir o jogo de sábado contra o Criciúma. Três entraram, três não conseguiram. “Não tinha espaço para todo mundo”, reclamou Pires, relatando a agonia de, segundo ele, centenas de colorados que não entraram no Heriberto Hülse.

“Tinha mais de mil torcedores do Inter fora do estádio”, estimou. O número é extraoficial, mas algumas imagens externas até do intervalo da partida demonstravam, de fato, uma concentração de centenas de colorados diante do acesso dos visitantes, na rua Almirante Barroso.

“A própria polícia estava dizendo que devíamos procurar os nossos direitos”, observou Pires. “Não entrou todo mundo e o Criciúma não veio explicar nem resolver, muita confusão”, lamentou. Pires foi um dos muitos torcedores que, desde segunda-feira, vem fazendo contato com o Tigre em busca de um reparo, que deve ser a devolução dos valores dos ingressos de quem não conseguiu entrar no Majestoso. “Estão acusando que deu 7 mil pessoas e espaço para 4 mil. Como os bombeiros liberaram?”, acusou o torcedor do Inter.

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Tigre vendeu menos de 4 mil

O Criciúma assegura que não vendeu mais ingressos que a capacidade de 4 mil torcedores destinada aos visitantes. Tanto que o borderô da partida, publicado via site oficial da CBF, acusa a venda de 2.970 ingressos de arquibancadas para os colorados mais 609 das meia entradas dos visitantes, com um total de 3.579 bilhetes com arrecadação de R$ 196,4 mil somente com o público do Internacional. Conforme a assessoria de imprensa do Criciúma, cada caso de reclamação de colorados será tratado individualmente, e a orientação é que os reclamantes procurem a secretaria do clube.

Houve reclamações, ainda, de cobranças de ingressos em duplicidade. O próprio José Pires alegou que comprou seis e veio a cobrança de 12 ingressos em sua fatura de cartão de crédito. Sobre isso, o Criciúma informou que providenciará o estorno dos valores em casos como este.

Sem incidentes nas arquibancadas

Tirando os problemas com os colorados que ficaram na rua e reclamaram da dificuldade de acesso, não houve problemas de segurança interna no Heriberto Hülse durante a partida na qual o Internacional venceu o Criciúma por 3 a 2. O único incidente foi de uma jovem torcedora colorada que, usando a camisa do Inter, ingressou no setor da torcida do Criciúma, sendo posteriormente deslocada para assistir o jogo com os visitantes.

Um fator que pode ter colaborado para que nem todos os torcedores do Inter entrassem foi a forma de ocupação do espaço destinado. Havia clarões, tanto que a certa altura o Criciúma tentou, via alto falantes, chamar a atenção do público para se acomodar melhor visando a abertura de lugares, o que não surtiu efeito.

Quase R$ 90 mil de despesas e impostos

O borderô da partida, o melhor do Criciúma na temporada, acusou uma arrecadação bruta de R$ 357.320. Porém, os custos foram elevados. De seguro para torcedores o Tigre pagou R$ 506. De taxas e impostos, foram R$ 17,8 mil para a Federação Catarinense de Futebol (FCF) e R$ 17,8 mil de INSS, mais R$ 3,5 mil de outras tarifas. Ainda nas despesas, R$ 1,7 mil para remunerar o quadro móvel da FCF, que custou também R$ 340 de INSS e R$ 950 de transporte e hospedagem, mais R$ 4,9 mil de policiamento e R$ 300 de ambulância.

Ao final das contas, com R$ 39,3 mil de impostos e R$ 48 mil de despesas, restaram para o Criciúma R$ 309,2 mil.

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