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Com 20 anos de atuação na PM, novo comandante do 9º BPM garante atuar visando a tropa

Natural de São Ludgero, tenente-coronel Mário Luiz da Silva está realizando um sonho

Por Rafaela Custódio

5 min de leitura

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Foto: Rafaela Custódio/Portal Engeplus

O 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM) possui um novo comandante desde a última sexta-feira. O tenente-coronel Mário Luiz da Silva assumiu a função que até então era ocupado pelo tenente-coronel Sandi Muris de Medeiros Sartor, que deixou o Sul de Santa Catarina para compor a equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na região de Lages. Com 20 anos de atuação na PM, o novo comandante falou sobre a nova missão, de como vai comandar a tropa e dos serviços já prestados.

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"Entrei com 18 anos na PM como soldado, no ano de 2002, em Criciúma. Já possuía admiração pela PM e fiz o concurso. Consegui passar no primeiro concurso que prestei. Fiquei em Criciúma até 2005 e logo em seguida prestei mais um concurso, desta vez para o de oficiais. Passei novamente e deixei a cidade até 2008, e depois retornei para Criciúma", lembra o comandante, de 39 anos. Atualmente, ele ainda é professor no curso de Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc).

Ele já comandou a Companhia de Patrulhamento Tático (CPT) de Criciúma. Em 2018, foi promovido a major e atuou por um ano na assessoria jurídica do comando-geral da PMSC. Em 2019, ingressou na sessão administrativa e corregedoria do 6º Comando Regional de Polícia Militar. Em novembro deste ano, foi promovido a tenente-coronel.

"Era um sonho ser comandante. Quando atuava em Criciúma, tinha a perspectiva de assumir o batalhão", comenta Mário. "Eu fui conhecendo a PM ao longo dos anos e muita coisa mudou na Polícia Militar. A PM de Santa Catarina evoluiu muito nos últimos anos e aprendemos coisas novas. Aprendemos técnicas e formas técnicas de atuar. A tecnologia mudou a instituição também e nos ajudou muito no dia a dia. A Polícia Militar de Santa Catarina é referência em todo país", observa.

9º BPM

O tenente-coronel ressaltou que terá um foco para o policial militar. "Quero dar melhores condições aos policiais, pois é um trabalho complexo. Os militares atendem ocorrências simples, mas também atuam em roubos a banco, por exemplo. Quero garantir uma boa condição de trabalho, assistência em modo geral e bons equipamentos. Quando o policial tem boa condição de trabalho, ele trabalha melhor e isso reflete na sociedade", afirma.

Por atuar há anos em Criciúma, o novo comandante ressalta a importância de conhecer a região Sul de Santa Catarina. "Nada melhor que um policial que conheça onde trabalha, desde a ponta até o comando. Moro na cidade, ou seja, sou beneficiado com a boa segurança pública", comenta.

Polícia Militar e sociedade

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O novo comandante quer aproximar ainda mais a Polícia Militar da sociedade. "É uma das nossas premissas aproximar a PM do cidadão. Quando o cidadão precisar, procure a PM, somos uma constituição de sociedade. Nós somos uma polícia de proximidade e nós procuramos estar próximos ao cidadão. O policial da ponta é orientado a interagir com a comunidade, e sabe o motivo? Para conhecer os problemas da sociedade para que consigamos agir nas causas dos problemas. Quando ele toma café na padaria, ele realiza a prevenção ao conversar com empresários e moradores", destaca.

Abordagem na área central de Criciúma

No último sábado, um ato contra o racismo foi realizado na Praça Nereu Ramos. O movimento foi motivado pela prisão de um homem negro ocorrida na quinta-feira, dia 17, no Centro de Criciúma. Os manifestantes contestaram a ação dos policiais que atuaram na ocorrência e acusaram os militares de cometer racismo.

O tenente-coronel comentou a abordagem policial. "Nós fomos acionados para uma ocorrência e, como policiais, quando temos uma prevenção ao crime ou suspeita de um crime, vamos atuar. O chamado chegou por meio do 190 e nós fomos ao local. Mas é necessário explicar alguns fatos. Enquanto Polícia Militar, nós utilizamos o uso da força legitimamente, mas o uso da força deve ser gradual e progressivo, ou seja, apenas quando há agressão ou resistência. Nós obedecemos regramentos sobre o uso da força", explica.

"Neste sentido, todas as teorias sobre o uso da força devem ser gradual e proporcional. O primeiro nível é perceber se o abordado está sendo cooperativo. Se acontecer isso, o policial vai verbalizar. Se passar a existir uma resistência ativa, como foi o caso, o policial passa a utilizar técnica de contatos. Nosso policial chegou a ocorrência verbalizando e isso foi comprovado pelas testemunhas. A filmagem mostra ele verbalizando, o cidadão foi resistente, agressivo verbalmente e o policial passa a usar técnica de imobilização. A filmagem mostra o policial guardando a arma e ele não utiliza agentes químicos. Uma abordagem técnica com o uso progressivo da força. Iniciou verbalmente e depois para romper as ameaças, utilizou a imobilização. Tomou maior proporção porque ele não obedeceu às ordens. Foi lavrado um termo circunstanciado por resistência e desacato", completou.

Já sobre o acionamento da guarnição, o comandante ressaltou que a PM é preventiva. "Estamos prontos para atender todos os tipos de ocorrência. Se o cidadão se sente amedrontado, ele deve ligar, sim, para o 190 e vamos fazer a intervenção", ressalta. "Por agir preventivamente, conseguimos ter números positivos e Santa Catarina tem bons números por agir preventivamente, antes que o crime ocorra", pontua.

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