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Com a trégua da chuva, cidades do Sul catarinense começam a mensurar os prejuízos

Atualização de matéria às 15h36min /Coordenadores da Defesa Civil começam a andar pelas cidades e visitar famílias

Por Redação Engeplus

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Atualização de matéria às 15h36min /Coordenadores da Defesa Civil das cidades do Sul catarinense estão, na manhã desta terça-feira, andando pelos municípios para mensurar os prejuízos e visitar as famílias atingidas diretamente pela chuva. Em Araranguá, onde a situação é uma das mais críticas do Sul do Estado, cerca de 80 famílias foram retiradas de suas casas.

Paulo Roberto, coordenador da Defesa Civil do município, explica que o trabalho de prevenção foi de suma importância e até o momento a situação está sob controle. “Durante a madrugada as casas de onde as famílias saíram foram atingidas pela água, portanto o desgaste humano neste caso foi zero. Houve apenas o prejuízo material”, avalia o coordenador.

Das 80 famílias, 32 estão no Centro Comunitário da cidade. De acordo com levantamento feito por profissionais da Assistência Social, no Clube Amizade, há 39 pessoas abrigadas. 12 homens, nove mulheres, sete crianças de 0 a 7 anos e 11 crianças de 8 a 12 anos. No Centro Comunitário da Vila São José, há 92 pessoas abrigadas. 33 homens, 29 mulheres, 20 crianças de 0 a 7 anos e 10 crianças de 8 a 12 anos. As demais famílias foram orientadas a ir para casa de parentes e amigos. Outro prejuízo a ser contabilizado assim que a água baixar é o das lavouras. “Para medir esse prejuízo, precisaremos esperar. Ainda não conseguimos fazer este levantamento”, reafirma Roberto.

O Lar Beneficente São Vicente de Paulo (asilo) fará a doação de 20 colchões para as famílias abrigadas no Centro Comunitário do bairro Vila São José e Clube Amizade, no bairro Coloninha.

Em Sombrio, a prefeitura trabalha desde a última sexta-feira com uma máquina para tentar ajudar no escoamento das águas. Segundo informações da assessoria de imprensa do município, cinco famílias foram deslocadas de suas casas, algumas ruas estão esburacadas e houvera prejuízos – ainda não medidos – na agricultura.

Em Maracajá, o diretor de Obras, Alacide Rocha, e o responsável pela Defesa Civil no município, Francisco Demétrio da Rocha, percorreram as áreas mais afetadas para fazer um levantamento. "Algumas estradas estão danificadas, outras com muita água na pista, mas o nível está baixando", comentou Alacide. O problema maior são as cerca de 15 famílias, na comunidade de Sangão Madalena, que estão isoladas. Para chegar nelas só com caminhão ou trator, pois a estrada está alagada. O rio estabilizou por volta da 1 hora desta terça-feira. Um dos acessos à comunidade de Garajuva também está com água e a estrada que liga o Cedro a Saga do Marco também está interditada.

Segundo informações da repórter Karol Carvalho, da Rádio Eldorado, desde as 4 horas desta terça-feira a BR-101 registra uma lâmina de água de cerca de cinco centímetros. A água é acúmulo de chuvas, e não veio do rio Araranguá. Os policiais rodoviários federais estão monitorando a situação e, caso piore, a pista será interrompida no sentido Sul/Norte, e a pista elevada, que tem o sentido Norte/Sul terá pista simples. Em Morro da Fumaça, a estrada geral do Rio Vargedo está interrompida por conta de um alagamento.

Profissionais da Secretaria de Educação estão de plantão na Vila São José, em Araranguá, desde as 6h30min, juntamente com servidores da Assistência Social. Eles estão preparando comida e ficarão a disposição até a noite, na troca de turno, fazendo atendimento aos abrigados. Na Coloninha, desde as 6 horas, profissionais do Ciarti estão de plantão.

De acordo com o secretário de Assistência Social,Eduardo Merêncio, o que está faltando no momento são agasalhos. Quem quiser fazer doação pode entrar em contato com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), pelo telefone (48) 39031884.


Colaboração: Renata Rocha/Comunicação Prefeitura de Araranguá

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