Carbonífera Criciúma
Com condição, empresa pagará salários atrasados dos mineiros
Pagamento ocorrerá caso a licença ambiental cassada da Carbonífera Criciúma seja suspensa
Por Redação Engeplus
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O comando sindical representando os 872 mineiros da Carbonífera Criciúma, que estão parados deste a última terça-feira, dia 19, quando a licença ambiental da empresa foi cassada se reuniu com os diretores do empreendimento. O encontro iniciou às 13h30min na administração da carbonífera e se estendeu até as 15h30min. Nestas duas horas, foi colocado em pauta a maior reivindicação da categoria, ou seja, o não pagamento dos salários dos colaboradores referente ao mês de julho.
Conforme o presidente da Federação dos Mineiros, Genoir dos Santos, a empresa está disposta a acertar as pendências com os colaboradores, no entanto, os empresários frisaram uma condição para que o acerto seja realizado. “Caso o juiz da Comarca de Forquilhinha suspenda a cassação da licença ambiental, os salários serão pagos até sexta-feira. Caso contrário, os valores não serão pagos”, explica.
O juiz analisará os documentos sobre a casação ambiental realizada pela Fatma por recomendação do Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira e poderá se manifestar ainda no dia de hoje ou nesta quarta-feira. Mediante a decisão do juiz, a categoria vai convocar uma assembleia geral e definir os próximos passos da mobilização. “Vamos ficar na frente da empresa até a decisão do juiz”, frisa Santos.
Ainda conforme o líder sindical, a Carbonífera Criciúma tentou fazer um empréstimo para o pagamento dos funcionários, mas por causa da condição da empresa a liberação do dinheiro não foi possível. “Vai depender do juiz. Se ele cancelar a cassação, os salários são pagos e os funcionários voltam a trabalhar. A empresa também se comprometeu em fazer um estudo ambiental em 90 dias, caso a liberação ocorra”, frisa.



