Criciúma
Com o cadastro, a descoberta dos estrangeiros irregulares
Alguns dos artistas de rua abordados para receber crachás estavam sem visto no Brasil
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Na busca por regularizar os artistas de rua que atuam em Criciúma, a secretaria de Assistência Social acabou auxiliando a Polícia Federal (PF). Acontece que 70% dos mais de 30 abordados eram estrangeiros, todos irregulares no Brasil. “Muitos argentinos, um colombiano e um chileno”, confirma o secretário Paulo César Bitencourt.
Pouco mais de vinte artistas receberam crachás e coletes, e estão autorizados a trabalhar pela cidade. “O primeiro objetivo está cumprido. Hoje sabemos quem são essas pessoas e elas conferem mais segurança à população”, avalia Bitencourt. Ele entende que, ao observar os artistas identificados, os motoristas sentem-se mais à vontade ao parar o carro nos semáforos.
Irregulares são
encaminhados às autoridades
Sobre os estrangeiros irregulares, a PF foi comunicada. “É comum que eles fiquem de três a quatro semanas em cada cidade, alguns que tentamos cadastrar já foram até embora de Criciúma”, pondera o secretário. “E outros novos já chegaram”, comenta. Bitencourt frisa que a PF faz um termo circunstanciado, oferece prazo para que os mesmos se regularizem mas a grande maioria opta por deixar a cidade em poucos dias. “A deportação é muito cara, a PF não tem como fazer isso”, destaca.
Mas há os artistas de rua que são de Criciúma e região, ou aqui estão radicados, e vivem bem com o que colhem nos semáforos. “Há os que pagam hoteis, que conseguem bons valores, e contam sempre com a caridade do criciumense, que tem fama de ser bom doador, sempre ajudando quem pede nas ruas”, avalia.
O secretário Bitencourt lembra que, mais que uma questão da área cultural, o problema social que vinha sendo ocasionado pelo aumento constante de artistas de rua motivou a ação do governo municipal. “Estávamos preocupados com os malabaristas que dormem pelas ruas e às vezes trabalham com facões, foco e balizas nos semáforos. Conseguimos organizar isso, fazendo-os utilizar os aparelhos públicos como o Centro POP”, conclui.



