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De Criciúma

Com sonho de chegar às Olimpíadas, boxeadora se prepara para campeonatos após ganhar ouro na Romênia

Carolina de Vargas representou o Brasil internacionalmente na última semana

Por Emanuela Teixeira

5 min de leitura

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Foto: Lucas Renan Domingos/Especial Engeplus

“Quero muito chegar às Olimpíadas!”. Esse é o pensamento da boxeadora criciumense Carolina de Vargas Pires da Silva, de 17 anos, que acabou de ganhar uma medalha de ouro disputando pela Seleção Brasileira de Base na Romênia. A atleta foi selecionada para representar o Brasil no Drácula Cup, na última semana, entre os dias 15 a 21, e alcançou o primeiro lugar do pódio na categoria 65kg Juvenil.

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A atleta entrou direto em uma semifinal, participando de duas lutas. Na final, disputando com uma boxeadora romena, ela não deu chance para a adversária e conquistou a vitória no primeiro round. “Na minha primeira luta estava bem tranquila, já na segunda começou a bater o nervosismo. Sabia que iria me exigir um pouquinho mais de força. Estava com medo de acabar me perdendo no jogo dela e não conseguir impor o meu. Mas no final deu tudo certo e consegui acabar no primeiro round. Foi bem emocionante!”, expressou a esportista.

Esse foi o segundo ouro de Carol pela Seleção Brasileira de Base, sendo que já havia conquistado o primeiro lugar no pódio em 2023, no Mundial que aconteceu no Rio de Janeiro. “Viajar para outro país representando o Brasil é um momento muito gratificante. Ter ganhado a medalha me deixa muito feliz e também dá um gás para continuar”, expressou a atleta.

Sua medalha de ouro. (Foto: Lucas Renan Domingos/Especial Engeplus)

Carol disputou o campeonato na categoria 65kg Juvenil, um desafio para a atleta, que costuma lutar na de 60kg. “Para poder ser convocada, eles selecionam. Só que, na verdade, eu disputava em outra categoria e nessa já tinham duas meninas tentando a vaga. E como tenho mais porte para o 65kg, eles me colocaram nessa, que não tinha muita concorrência”, contou.

Além da parte esportiva, ter visitado um país diferente lhe trouxe experiências diferentes. Como ver a neve pela primeira vez. “Foi muito emocionante, legal e diferente ter ganhado essa medalha lá”, compartilhou a boxeadora.

Preparação importante

Para o técnico da esportista desde 2021, Diego Gabriel, o resultado é importante para aumentar os parâmetros nas outras competições que ela disputará esse ano. Entre elas, o Sul-Americano e o Mundial. “Foi para já começar com o pé direito nessas duas competições. Ela chega com outro peso, com mais responsabilidade e ao mesmo tempo leve, porque já conseguiu a medalha no começo do ano. Agora é continuar para se manter medalhando nas próximas disputas!”, destacou.

Na preparação para esse momento, houve algumas mudanças nos treinamentos, já que o boxe na Europa difere um pouco do brasileiro. “O treinamento foi mediante as necessidades que a seleção precisava para as competições de fora. Foi só ajustar o que ela já vinha fazendo, visando uma competição na Europa. O trabalho foi um pouco diverso, porque na Europa o boxe é um pouco diferente. Então, a gente só potencializou aquilo que ela já sabia fazer e ajustou detalhes para ela chegar lá e conseguir aplicar com essas dificuldades de estar lutando fora do país”, explicou Gabriel.

Confira um vídeo de um treinamento da atleta:

Família com o boxe nas veias

A mãe da lutadora, Regina Ferreira de Vargas, não poderia estar mais feliz com a conquista da filha. Ela também está imersa no boxe, já que é árbitra e juíza da modalidade. “Essa persistência que a gente teve, a base familiar para esses treinos dela, é uma felicidade que não tem nem como mensurar”, expressou.

Ela destacou que a disciplina que Carol conquistou no esporte vai ser vista também em outras áreas da vida da esportista. “Tê-la com essa grandeza já nessa idade é só felicidade. Porque, como a gente falou para ela, por mais que ela voltasse de lá da Romênia com outra cor de medalha, ou nenhuma, o acolhimento seria o mesmo. Mas também a gente sempre está falando para ela que, mesmo que não queira mais ser atleta. Pelo menos ela vai adquirir para a vida dela essa disciplina e, a autoridade de sempre estar em busca do melhor para ela mesma”, frisou a mãe.

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Amor à primeira vista pelo esporte

Praticando desde os 8 anos de idade, o boxe nem sempre foi o sonho de Carol. No início, ela tinha vontade de começar ginástica, porém, acabou não dando certo por conta do peso e por não ter tanta habilidade. “Não sabia dar uma estrelinha”, brincou a atleta. Ela tentou o futebol também, mas o futuro já a aguardava nos ringues.

“Na época, precisava me exercitar para perder peso, pois estava com o colesterol alto e problemas de saúde. Acabei indo para o boxe, porque a minha mãe começou a treinar. A primeira vez que fui treinar, fiquei super encantada. Passei a ir de tarde, de manhã e de noite, para ver os outros treinar”, compartilhou.

Quando era menor, ela admirava os atletas que se dedicavam à modalidade. “Quando eu era mais nova, falava: ‘nossa, como você pula corda rápido!’ e agora sou eu que recebo esses comentários”, expressou Carol.

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Inspiração para outros atletas

Carol está no terceiro ano e, além de focar nas próximas competições, busca o diploma do ensino médio. A atleta brincou que, apesar do clichê que todo mundo fala, é necessário persistir. Essa é realmente a chave para conseguir chegar onde os seus sonhos podem te levar.

“É muito difícil, porque sou uma pessoa que, quando eu era mais nova, tinha a cabeça muito fraca. Então, qualquer coisa que acontecia, eu já queria desistir. Mas vou falar como todo mundo fala, é persistir, persistir e persistir. Porque lá no fundo, se Deus tem uma promessa para você, ele não vai falhar. Levo essa frase para minha vida inteira”, concluiu a boxeadora.

Recompensa bem-vinda

No momento da entrevista, o treinador da atleta preparou uma surpresa especial. Como uma forma de homenagem à aluna, que voltou da Europa nessa quarta-feira, dia 25, Gabriel a surpreendeu com um buquê de rosas. Confira o vídeo do momento da entrega:


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