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Com Trump, começa o pesadelo dos imigrantes

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

A linha dura começou. Com a posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, nesta sexta-feira, chega ao poder a política que promete apertar o cerco contra a imigração. E isto atinge em cheio os brasileiros, e muitos criciumenses que buscam ganhar a vida em Massachussets, Flórida ou outras regiões do país.

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“Imigrante brasileiro, sem documento nos Estados Unidos, hoje sabe que com Trump vai ser a repetição da era Bush. Até abrir uma conta bancária era extremamente difícil”, lembra o professor André Abreu, que atualmente trabalha e reside em Criciúma, mas que já viveu nos Estados Unidos.

Política do rigor

A plataforma política de Trump corrobora a projeção de que será ainda mais difícil conseguir acessar o mercado norte americano. “Os republicanos fazem leis muito mais duras e rígidas, e todo o gabinete de Trump tem uma visão mais rígida para os próximos anos”, acentua Abreu. Mas ele pondera que, na gestão de Barack Obama, houve muito mais deportações do que nos tempos de George Bush. “Com documentos, já vai ser complicado. O próprio serviço de imigração se tornará muito mais rigoroso”, projeta.

Abreu destaca que, assim que a vitória de Trump nas eleições de 2016 sobre Hillary Clinton se avizinhou, houve uma corrida de imigrantes em busca do green card. “Quem tem a carteira de motorista, por exemplo, espera que não haja uma lei mais dura, que tire aquela carteira dele, pois sempre a lei apanha muito mais o imigrante sem documento”, aprofunda o professor.

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Empregos para americanos

Em seus discursos na posse, Trump reforçou o desejo de uma “América mais forte”, e que isso passa por “empregar norte americanos e consumir produtos norte americanos”. Logo, um claro sinal aos imigrantes. “Mediante alguém que nasceu lá, mesmo que você tenha os documentos, eles acreditam muito mais naquele que nasceu lá”, destaca Abreu. O governo Trump deverá conceder mais benefícios a empresas de médio e grande porte que empreguem 100% de norte americanos, esvaziando a mão de obra estrangeira.

Há lugares nos Estados Unidos, porém, que poderão se tornar “fortalezas” a favor dos imigrantes. “Os governos estaduais vivem desafiano o governo federal, mas quando envolve imigrantes, isso tem limites. Ainda assim, há cidades que prometem se tornar refúgios, onde a política de deportação poderá não funcionar, até que o serviço de imigração entre em ação. Se eles pegarem, não tem como escapar”, conclui Abreu.

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