Comandante da PM
Comandante da PM deixa cargo e vistoria batalhões pelo Estado
Coronel Nazareno Marcineiro falou em entrevista coletiva sobre sua trajetória como comandante-geral da PM do Estado
Por Redação Engeplus
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O comandante-geral da Polícia Militar (PM) de Santa Catarina, coronel Nazareno Marcineiro, está há poucos dias de deixar o cargo ocupado há três anos e quatro meses. No próximo dia 5 (segunda-feira), Marcineiro passa o posto para o coronel Valdemir Cabral, atual subcomandante. Em entrevista coletiva nesta manhã, no 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Criciúma, Nazareno falou sobre sua trajetória como comandante e das vistorias realizadas nos batalhões pelo Estado.
Natural do município de Urussanga, o PM soma 35 anos atuando na Polícia Militar catarinense e em algumas cidades do Estado, como Lages, Joinville, além de Criciúma e Florianópolis, onde trabalha atualmente. Marcineiro vai deixar o cargo para seguir à vida acadêmica na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde pretende concluir o doutorado em Engenharia de Produção. “Tinha este ano para concluir meus estudos, caso contrário, seria jubilado e perderia o doutorado. Por este motivo optei por deixar o cargo”, explica. O comandante irá para a reserva da PM. Valdemir Cabral será empossado nas festividades dos 179 anos da PM, em Florianópolis.
Tirar a segunda pele, como define Marcineiro a farda da PM, não será uma tarefa fácil. “É muito difícil deixar de fazer a mesma atividade durante 35 anos. É um vínculo muito grande, inclusive, por vir de uma família com tradição na PM, mas saio com a sensação de dever cumprido. Nós fizemos uma evolução dentro da PM, um plano de comando. Essa busca pela evolução melhorou muito a questão dos materiais tecnológicos, com os sistemas de videomonitoramento, a aquisição de carros e armamentos. Nas próximas semanas, por exemplo, serão entregues 5 mil pistolas aos PMs”, frisa.
A falta de efetivo, segundo o comandante, ainda é o grande problema da Polícia Militar. Nos próximos meses, mil PMs em formação entrarão na corporação. Destes, 60 profissionais vão atuar na região de Criciúma. Durante os três anos e quatro meses em que esteve no comando da Polícia Militar, Marcineiro destaca os assaltos aos bancos e os atentados aos ônibus (em outubro e novembro de 2012 e fevereiro de 2013), como os dois períodos mais marcantes.
“São Paulo passou pelos atentados aos ônibus e foi uma verdadeira guerra civil com 150 policiais militares mortos. No Estado, três criminosos perderam a vida. Fiquei sete noites sem dormir em contato com todos os comandantes comprometidos”, lembra. O comandante também destacou os números de homicídios que baixou no Estado. Os indicadores, segundo Marcineiro, em Florianópolis, contabilizavam entre 30 e 35 homicídios para cada 100 mil habitantes. Atualmente, este número se estabelece em 12 assassinatos. Essa medição é realizada pelas Organizações das Nações Unidas.
Vistoria – O comandante também esteve na região em vistoria institucional pelos batalhões da Polícia Militar. Segundo Marcineiro, os locais vistoriados recebem um checklist com 204 quesitos. “Todos os pontos são analisados em todos os setores do batalhão. Depois é feito um relatório para que as correções sejam feitas. Nesta vistoria também são destacadas as boas práticas dentro das guarnições”, frisa. Nesta segunda-feira, o comandante esteve no Batalhão da Polícia Militar de Araranguá.



