Comandante-geral da PMSC avalia primeiros meses das câmeras individuais
Para Araújo Gomes, resultados são satisfatórios e imagens não prejudicam ação policial

Na última segunda-feira, dia 18, o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), coronel Araújo Gomes, esteve em Criciúma para participar da solenidade de entrega de 21 viaturas para o 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM). Em conversa com a reportagem do Portal Engeplus, ele fez uma avaliação sobre os primeiros meses das câmeras de monitoramento individual, que passou a fazer parte do uniforme dos policias do Estado desde de julho de 2019.
Para o comandante-geral o retorno das guarnições têm sido positiva. Ele avalia que a utilização do equipamento ainda está passando por um processo de adaptação, mas os resultados estão sendo satisfatórios. “Estamos aprendendo a trabalhar com essa tecnologia para torná-la cada vez mais produtiva. Aos poucos vamos firmando doutrinas e estabelecer técnicas que para que as câmeras trabalhem cada vez mais dos policiais, seja protegendo contra falsas acusações ou tornando as prisões ainda mais robustas”, apontou. Gomes acredita que a captação das imagens não interfere na ação dos policiais e reforça que a tecnologia beneficia a tropa da PM de Santa Catarina.
“Lembro da época da troca dos revólveres pelas pistolas. Falava-se que as pistolas não se adequavam ao serviço policial porque engasgavam, gastavam muitas munições e, por ter trava, policiais morreriam por não conseguir destravar a arma. Uma bobagem imensa. Daqui a pouco os policiais nem vão lembrar de como era atuar sem essa tecnologia. E nenhum policial vocacionado, técnico e bem-intencionado vai trabalhar menos ou deixar de fazer sua função por conta das imagens”, frisou.
O comandante-geral da PMSC lembrou que desde a implementação das câmeras no Estado já houve casos onde policiais provaram suas condutas corretas com a utilização das câmeras. “Foram situações que o policial teria dificuldade de explicar sua ação. Com a câmera, ele teve não só o reconhecimento jurídico da legalidade, mas teve a empatia e solidariedade da sociedade”, completou.
































