Comando da
Comando da PM nega crise com Polícia Civil
Por Redação Engeplus
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Comandante do 9o BPM, tenente-coronel Gilmar Mônego, descartou nesta terça-feira qualquer estremecimento nas relações com a Polícia Civil por conta de um email enviado à imprensa na semana passada. Na nota emitida na quinta-feira, o oficial destacou a atuação da PM na prisão de 16 assaltantes, incluindo a quadrilha que roubara o cofre da Cooperminas, e de sete pessoas com arma de fogo.
O desconforto entre delegados da Polícia Civil ficou por conta de uma frase de Mônego, ao apontar os policiais militares como “verdadeiros agentes de segurança pública”. Reunidos na sexta-feira, os delegados vinculados à Central de Polícia cobraram do delegado regional Jorge Koch uma manifestação de repúdio, exigindo a retratação do oficial.
A origem do mal-estar entre as duas instituições, no entanto, já era acentuada bem antes. Fontes da Polícia Civil ouvidas pelo Portal Engeplus consideraram inadequada a forma como a Polícia Militar realiza os boletins de ocorrências, retardando muitas vezes o seu envio à Central de Polícia.
“O papel da PM é o policiamento ostensivo”, assinalou um dos delegados. “Enquanto os soldados perdem tempo com procedimentos burocráticos atribuídos à Polícia Civil, eles deixam de patrulhar as ruas e reduzem a sua visibilidade na antecipação à criminalidade.”
Para o comandante do 9º BPM, porém, as reações dos delegados foram exageradas. “A realização de BOs é uma situação há muito assimilada pelas duas instituições, com aval do Ministério Público, do Judiciário e da Secretaria de Segurança Pública”, disse Mônego agora à tarde. “Facilita a vida para o cidadão que está impossibilitado de ir até uma delegacia.”
Já em relação ao email distribuído à imprensa na quinta-feira, o oficial admitiu que a “letra crua muitas vezes gera interpretações distantes. A minha nota em momento algum pretendeu desmerecer, muito menos ofender uma instituição como a Polícia Civil, mas sim enaltecer o trabalho da Polícia Militar.”
Mônego lembrou que o seu email fez menção “somente a roubos e à prisão de seus autores. Sequer mencionei outras ocorrências porque sei da competência da Polícia Civil para atuar nesses casos, como foi a recente apreensão de crack e maconha. Bem por isso realizamos BOs. É para não sobrecarregá-los quando sabemos que estão ocupados com ações de maior importância.”
NOTA DA PC
Dez minutos após a entrevista de Mônego, relativizando a crise entre a PM e a PC, o delegado regional da Polícia Civil, Jorge Koch, enviou uma “nota de repúdio” à imprensa referindo-se ao caso. O comunicado lamenta a “manifestação exarada pelo comandante da Polícia Militar do 9º BPM, pondo em cheque as ações da Polícia Civil”.
Na nota, Koch sublinha que “tanto a Polícia Civil, quanto os Policiais Federais, os Policiais Rodoviários Federais, Agentes do Sistema Prisional, os Monitores da Infância e Juventude e os Bombeiros Militares também são agentes de segurança pública e diuturnamente estão à disposição da comunidade catarinense”.
Com base nas Constituições Federal e Estadual, além das legislações processuais, diz Koch, cabe “à Polícia Civil o exercício da Polícia Judiciária, a quem competem as investigações penais. Tanto que a Polícia Civil de Criciúma tem garantido a aplicação da lei penal levando à prisão, dentro da legalidade, diversos criminosos e contraventores de forma justa e perfeita.”



