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Saúde

Criciúma

Combate ao mosquito da dengue é intensificado

Mais de 670 armadilhas foram distribuídas em pontos estratégicos da cidade

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação/Decom

O verão é o período mais crítico para a proliferação do Aedes aegypti. Em Criciúma, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), através do Programa da Dengue, intensificou as ações de prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Mais de 670 armadilhas, distribuídas em pontos estratégicos da cidade, são monitoradas diariamente pela prefeitura.

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“Temos 180 pontos estratégicos. Eles estão em locais como borracharias, cemitérios e transportadoras. Todos os dias, 15 profissionais visitam e observam se existe a proliferação do mosquito nos locais”, explica o supervisor municipal do Programa da Dengue, Luis Fernando Santa Helena. A cidade permanece sem registros de focos de dengue em 2017.

No último ano, dois focos foram constatados nos bairros Paraíso e Pinheirinho. “Esse é o resultado do trabalho intensivo da nossa equipe. No começo do ano letivo, a equipe de endemias irá nas escolas realizar palestras de conscientização. O nosso trabalho não pode parar”, comenta a secretária municipal de Saúde, Francielle Gava.

De acordo com o coordenador municipal do Programa da Dengue, Robson Teller, os moradores de Criciúma precisam ficar atentos. As temperaturas elevadas e o aumento no índice de chuva favorecem a proliferação do Aedes aegypti.

A maioria dos focos do mosquito são encontrados em residências. “Recebemos as denúncias no 156 e visitamos o local. Se os proprietários não realizarem a limpeza, por exemplo, encaminhamos a situação para a vigilância sanitária e o morador pode ser multado”, destaca Teller.

Casos no Estado

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Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) registrou 182 casos suspeitos de dengue desde o início de 2017. “Criciúma não está nessa lista e é realmente uma exceção, pois municípios próximos encontraram foco do mosquito. Os principais casos estão no Oeste do Estado, mas, mesmo assim, precisamos ficar em alerta”, afirma o responsável pelo Programa de Controle da Dengue em Santa Catarina, Moacir Simas.

Os sintomas da doença infecciosa febril são: febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos.

Orientações da Dive:

- Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;

- Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

- Mantenha lixeiras tampadas;

- Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

- Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

- Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;

- Mantenha ralos fechados e desentupidos;

- Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

- Retire a água acumulada em lajes;

- Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;

- Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

- Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue;

- Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

- Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para atendimento.

Colaboração: Luana Mello / Decom

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