Comerciantes da
Comerciantes da rua Araranguá ainda estão no prejuízo
Por Redação Engeplus
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No dia 17 de dezembro de 2011, proprietários de estabelecimentos comerciais localizados na rua Araranguá, no Centro de Criciúma, sofreram prejuízos com os desmoronamentos causados pelo desassoreamento feito por máquinas da prefeitura nas margens do rio Criciúma. Na ocasião, a estrutura física de algumas lojas desabou, outras ficaram abaladas, além de equipamentos que caíram no rio e não puderam ser resgatados.
Passados mais de cinco meses, os lojistas ainda trabalham apreensivos. No último sábado, por volta das 17 horas, a garagem de uma loja de equipamentos eletrônicos desmoronou inteira e foi parar dentro do rio. "Eu estava em casa, a loja já estava fechada, quando um vizinho lojista me ligou informando que a garagem tinha desabado. Na hora nem tinha chuva, mas como a estrutura já apresentava rachaduras e estava pendente desde os desmoronamentos, foi tudo caiu", relata o dono da loja, Ademir Corrêa, que calcula um prejuízo de até R$ 30 mil por tudo o que perdeu desde o primeiro desmoronamento.
Também prejudicado pelos desabamentos de dezembro, o gerente de uma loja de venda, locação e conserto da máquinas de costura na rua Araranguá, Claudio Silveira, reclama que perdeu dinheiro naquela época e ainda perde. "Este imóvel é nosso e aqui em cima nós alugávamos a sala comercial para um escritório de contabilidade. Depois do que aconteceu eles saíram dali, mas ninguém quer alugar e eu deixo de ganhar R$ 900 por mês", afirma Silveira.
Todos os comerciantes afetados pelos desmoronamentos as margens do rio Criciúma são unânimes em dizer que não vão abandonar seus imóveis, mesmo com a interdição feita pela Defesa Civil do município. Assim como os sócios Adnauer Aguiar e Edison Santa Helena, proprietários de uma loja de escapamentos. "Nós recebemos a promessa de que no dia 2 de janeiro deste ano as máquinas da prefeitura já estariam aqui para fazer as reformas necessárias na estrutura dos imóveis, mas até agora nada. Foi perdida parte da estrutura, muitos clientes, e parece que ninguém vai nos ressarcir", destaca Santa Helena.
De acordo com o procurador da prefeitura de Criciúma, Giuliano Frassetto, uma proposta de lei foi encaminhada à Câmara de Vereadores. No projeto, a prefeitura propõe o pagamento de auxílio-aluguel de seis meses a um ano aos lojistas que se mudarem para outro local. Agora, a proposta depende de aprovação dos parlamentares. "Todos aqueles imóveis foram interditados pela Defesa Civil por tempo indeterminado, portanto, se tem lojistas trabalhando lá, eles estão em situação irregular. A posição da prefeitura é clara, estamos à disposição no que diz respeito ao pagamento de aluguel, mas, mais do que isso, não nos é permitido fazer", explica Frassetto.
A equipe do Portal Engeplus tentou contato com o presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Antônio Manoel, mas ele não foi localizado.



