Meio ambiente
Comitê de Araranguá participa de capacitação em aplicação Manuais Operativos
MOPs facilitam a aplicação de ações previstas no Plano de Recursos Hídricos
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O Comitê da Bacia do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba participou na última semana de capacitação sobre Manuais Operativos dos Planos de Recursos Hídricos (MOp), realizada em Porto Alegre (RS). Os representantes do Comitê Araranguá adquiriram experiência para a implantação do MOp na Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá.
O curso foi realizado pela Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH), do Espírito Santo, com apoio da Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Rio Grande do Sul (Sema). “A capacitação estimula a retirada de ideias do papel. Os comitês estão efetuando os Planos de Recursos Hídricos de suas bacias, mas a proposta tem ficado somente no documento. O MOp é um caminho para que as ações elencadas no plano sejam colocadas em prática. É fazer a engrenagem girar para que as metas sejam alcançadas”, afirmou a coordenadora dos Planos de Recursos Hídricos e Manuais Operativos da AGERH, Monica Gonçalves Amorim
A engenheira ambiental e assessora técnica Michele Pereira da Silva e o presidente da Fundação de Meio Ambiente de Nova Veneza (Fundave), Juliano Dal Molin, representaram o Comitê Araranguá na capacitação.
“Conhecemos experiências de fatores que aconteceram nos Manuais Operativos de outras bacias e como eles utilizaram a ferramenta. São locais onde temos um plano como existe na Bacia do Rio Araranguá. Vamos poder utilizar essa base que tivemos no curso para traçar como iremos colocar nossas ações em prática e repassar também a informação para os demais membros do nosso comitê”, disse Dal Molin.
A coordenadora dos Planos de Bacia da Diretoria de Recursos Hídricos da Sema, Amanda Wajnberg Fadel, enaltece que a aplicação do MOp facilita a resolução de gargalos que impedem a realização das ações. “Os Manuais Operativos proporcionam a visão do caminho crítico da operação, identificar os atores de cada etapa e estabelecer um programa de avanço. Dentro das ações ficará claro quem precisa fazer o quê, quando e onde. Se a ação não sai do papel, é possível retornar e ver em qual ponto trancou”, analisou.
No Brasil, a equipe da AGERH é referência na elaboração do MOp. “Eles já possuem toda uma metodologia e estão colocando em prática. A própria Agência Nacional de Águas (ANA) coloca eles como modelo a ser seguido”, acrescentou Amanda.



