Desenvolvimento
Comitiva do Sul pede investimentos em energia
Lideranças empresariais e políticas de Criciúma estiveram na Celesc para buscar melhorias no sistema de fornecimento de energia
Por Redação Engeplus
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A Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), políticos e sindicatos patronais estiveram em Florianópolis nessa quinta-feira em mobilização da região Sul para formalizar pedido de investimentos urgentes na distribuição e qualidade de fornecimento de energia. O encontro foi com o diretor presidente da Celesc, Cleverson Siewert, sua equipe técnica e o vice-governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira.
De acordo com o presidente da Acic, César Smielevski, existe uma preocupação com a qualidade do abastecimento de energia para toda a população do Sul e ainda a insegurança de empresários em buscar a expansão de suas empresas devido aos últimos eventos de quedas, e ao contrário, ocasionando no afastamento para outras cidades. “Conhecemos a real situação do sistema de energia no Sul em reunião no dia 12 de fevereiro. Na ocasião, ficou clara a necessidade da execução urgente de algumas ações de curto, médio e longo prazos e a união das forças pública e privada para efetivamente conquistarmos o alto e merecido índice de desenvolvimento econômico”.
Três solicitações pautaram o encontro. A instalação do terceiro trafo com modernização da SE – Criciúma I no mesmo padrão das demais de Santa Catarina, com a inclusão dos novos equipamentos nas demandas da Celesc, iniciou as discussões ocorridas na sede da instituição. De acordo com o diretor presidente da Celesc, Cleverson Siewert, a instituição trabalha basicamente com dois indicadores de qualidade: número de horas e número de vezes em que existem as quedas no fornecimento de energia. Ele enfatizou que a instituição vem cumprindo com todos os índices, o que significa a disponibilidade do sistema em 99,8% das horas de um ano. “Os indicadores são muito bons e até diferenciados em relação à média do restante do Estado. Isso não quer dizer que vamos estacionar, temos que melhorar ainda mais. Por isso, quanto à primeira solicitação assumimos o compromisso de entregar o terceiro trafo para Criciúma em até 60 dias”, enfatiza Siewert.
A segunda solicitação da comitiva envolveu o início imediato e conclusão da Linha de Transmissão 69 kv – Rede Básica (SE-IESUL-Forquilhinha) à Turvo (Cersul) e conclusão urgente da linha de transmissão entre Criciúma e Rio Maina. Para isso, o presidente da Celesc confirmou o andamento da construção da linha, com perspectiva de entrega no mês de julho de 2014.
O terceiro pedido, considerado de longo prazo, envolveu a antecipação da construção da Subestação Criciúma III (Quarta Linha) para o ano de 2016 e não 2018 como planejado pela Celesc, além da sugestão de transferência da mesma para o terreno da antiga empresa Cecrisa. “Visto o posicionamento da Celesc em conseguirmos uma antecipação do prazo de acordo com o terreno que tenha as melhores características, esta sugestão busca atender futuras demandas do novo eixo de desenvolvimento em torno da Via Rápida, da grande Próspera e propiciando à Celesc a realização de manobras com a SE Criciúma I, aumentando com isto a confiabilidade e a qualidade da energia ofertada”, destaca o presidente da CDL, Zalmir Casagrande.
O vice-governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, apoiou a mobilização e confirmou que a região Sul vive um novo momento que deve ser positivamente explorado. “Desafio nossa equipe a realizar um estudo e o planejamento mais consistente para a região, como o que já estamos executando na cidade de Jaraguá do Sul, por exemplo. Assumo o compromisso de ir a Criciúma e na Acic nos próximos meses e assim dar prosseguimento ao assunto”, sugere.
Além de empresários de diversos segmentos, estiveram presentes no encontro com a Celesc o deputado federal Ronaldo Benedet, deputado estadual Manoel Mota, prefeito municipal de Criciúma, Márcio Búrigo, Secretário de Desenvolvimento Regional de Criciúma (SDR), João Rosa Filho Fabris, reitor da Unesc, Gildo Volpato, e do diretor da Satc, Carlos Ferreira
Colaboração: Cibele P. de Córdova/Novo Texto Comunicação



