Engeplus
Geral

Compactação x

Compactação x Centralização: os riscos do choque

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:

Encerrada a campanha, os princípios que nortearão o modelo de gestão do prefeito eleito Clésio Salvaro permanecem tão vagos quanto suas frases no horário eleitoral gratuito. Na entrevista coletiva que antecedeu o seu encontro com o prefeito Anderlei Antonelli nessa sexta, para a qual nem todos os jornalistas foram convidados, sobraram evasivas e preocupações.

Publicidade

Clésio deseja a compactação de secretarias e a otimização da máquina administrativa. Até aí, nenhuma novidade. Criar super-secretarias, contudo, não significa por si só reduzir os primeiros cargos de confiança, uma sangria expressiva nas administrações públicas. Em geral, é abaixo do segundo escalão que paga-se muito e, com raras exceções, obtém-se poucos resultados.

O encontro de Clésio com Antonelli só projetou incertezas e especulações. Uma delas é a de que até mesmo a Fundação Municipal de Esportes e a Fundação Cultural poderão ter subtraídas as suas autonomias para virar simples apêndices de megapastas.

Clésio não disse isso na coletiva, mas a imprensa ventilou no dia seguinte. A informação está em A Tribuna deste sábado, sem mencionar a Fundação Ambiental. E se ventilou é porque alguém falou. E se falou, pode ter antecipado em quase três meses o primeiro curto-circuito do alardeado choque de gestão.

Publicidade

INSEPARAVELMENTE JUNTOS
O ex-prefeito Décio Góes ganhou vaga no folclore político sul-catarinense por disparar um sonoro “Bom Dia, Criciúma” cada vez que concedia entrevista a emissoras de rádio. O prefeito eleito Clésio Salvaro está prestes a conquistar espaço semelhante antes mesmo de assumir, tal o número de vezes que cita o nome de seu vice nas entrevistas. Um singelo “nós” daria conta do recado.

O CARA
O convite oficial, se houver, deverá partir do futuro prefeito de Criciúma, mas até mesmo entre assessores mais próximos vai se cristalizando o consenso. É indisfarçável o grau de admiração pelo trabalho nos últimos meses do ex-atleta do Tigre, Idemar Tomazi, o Sarandi, na presidência da FME.

VOTO DESVINCULADO
Prefeito de Içara, Heitor Valvassori (PP), manifestou convicção de que a sua derrota foi conseqüência da polêmica em torno da implantação da mina de carvão da Rio Deserto. Em Criciúma, setores da mídia torceram o nariz, abstraindo que candidatos à Câmara de Vereadores que apoiaram a empresa foram (re)eleitos e os contrários não.

Em Criciúma, o candidato à prefeitura pelo PMDB, Acélio Casagrande, fez pouco mais de 20 mil votos. Já o seu partido elegeu cinco vereadores, a maior bancada na Câmara a partir de 2009, resultado de mais de 40 mil votos. Resumo da ópera para quem não entendeu a cantoria: eleição de prefeito é uma coisa, de vereador...

ONDA NOVA
Pesquisa do Ibope divulgada pela RBS TV neste sábado mostra o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), com 56% das intenções de voto nas entrevistas estimuladas para o segundo turno. O ex-governador Esperidião Amin (PP) patina nos 32%.

Em Joinville, Carlito Merss (PT) está lavando a tica com 60% das preferências. Na Capital e no norte do Estado, como em Criciúma e Içara, o desejo popular pelo novo lateja e pulsa. No que vai dar, só o tempo dirá.

COM O PÉ NO DF
A propósito da eleição em Joinville: empossado Carlito, o primeiro suplente do PT à Câmara Federal, Jorge Boeira, retorna a Brasília para cumprir dois anos de mandato. Bom para Jorge, mas ainda melhor para o sul de Santa Catarina.

LEIA TAMBÉM!
O Day After das urnas

Compartilhar:
Leia a seguirPlantio de árvores movimenta Cristo Redentor
Publicidade