criciúma
Comunidade pede explicações sobre ETE da Vila Selinger
Audiência Pública lotou o salão de festas do bairro Demboski
Por Redação Engeplus
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A comunidade lotou o salão de festas do bairro Demboski, em Criciúma, para acompanhar a Audiência Pública que teve o objetivo de discutir e buscar soluções para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Vila Selinger. O evento, aberto ao público, foi proposto pela Câmara de Vereadores de Criciúma. O mau cheiro é a principal preocupação da comunidade, mas também há receio de que o esgoto vaze e consequentemente afete o meio ambiente.
“O que gostaríamos é que terminassem a obra na comunidade da Santa Luzia e depois iniciassem na nossa localidade”, ressaltou o membro da comissão da localidade, Alini Machinski Selinger. “Essa audiência é boa porque está tudo documentado e é uma forma de cobrar depois. Mas ainda estamos receosos”, comentou a presidente do bairro Vila Selinger, Nádia Casagrande.
O vereador Moacir Dajori (PSDB) que conduziu os trabalhos da noite destacou que o encontro foi proveitoso. “A comunidade pôde tirar todas as suas dúvidas e os órgãos de comprometeram em fazer ajustes ou melhorias no projeto”, comentou.
“Estamos aprendendo com o erro da ETE da Santa Luzia. Temos que reconhecer. Estamos investindo mais de três milhões para corrigir. Cada ETE tem a sua peculiaridade. Uma não é igual à outra. Quero garantir em nome da Casan que esse projeto que está aqui não vai se repetir como o que ocorreu no bairro Santa Luzia. É palavra da empresa Casan”, enfatizou Adelor Vieira, diretor de expansão da Casan.
Carlos Roberto Bavaresco, chefe de divisão de projetos e Esgoto da Casan, apresentou todo o projeto para a comunidade e pontuou cada ação. “Nesta sexta-feira vamos protocolar na prefeitura um estudo de impacto de vizinhança”, informou.
Carlos Alberto Barata, do Fundo Municipal de Saneamento Básico (Funsab), disse sobre a importância do esgotamento sanitário. “Temos uma parceria com a Casan, por meio de contrato, e isso faz com que a concessionária apresente soluções e se existe problema ela tem que resolver, mas não podemos deixar de implantar o sistema de esgoto no município de Criciúma”, comentou.
Encaminhamentos:
- Será protocolado estudo de impacto de vizinhança e a comunidade quer ter acesso ao estudo. Eles também pedem que as melhorias para a comunidade estejam no documento;
- Será feita reunião com a comunidade para discutir as melhorias, para que possam cobrar dos órgãos caso não seja cumprido;
- Um novo estudo de impacto ambiental e pensando na macro-área;
- Intensificação da fiscalização;
- Deixar comunidade a par das ações da prefeitura e Casan para cobrar e ajudar a melhorar serviço;
- Reunião com representantes da Casan e Prefeitura para ver o estudo de impacto de vizinhança;
- Pensar nas fossas sépticas, nas regiões agrícolas;
- Que outras ações da prefeitura sejam feitas para recuperar o Rio Linha Anta;
- Comunidade pede que se possível iniciar obra no Bairro Vila Selinger depois que recuperar área da Santa Luzia;
- Reunião a cada 20 dias entre vereadores, comunidade, Casan e Prefeitura;
- Que a Agência Reguladora possa avalizar o projeto e participar das ações e ser responsável.
Colaboração: Daniela Savi/Comunicação Câmara de Vereadores de Criciúma



