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Queda

Construção Civil da região não tem perspectiva de crescimento para 2015

Um dos motivos para a queda das atividades seria tanto a falta de demanda como o atraso nos pagamentos de obras dos planos federais

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Foto: Arquivo

O ano de 2015 não será tão bom para as indústrias de construção civil. Isso porque desde 2013 o setor vem sofrendo quedas bruscas no desempenho. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em um ano o nível de atividade das indústrias brasileiras decairam quase 10%. No sul de Santa Catarina, não é diferente.

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Conforme o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Sul Catarinense (Sinduscon), Jair Paulo Savi, não há perspectiva de crescimento para o setor durante este ano. Os motivos de uma possível crise são variados: carga tributária elevada, falta de trabalhador qualificado, pouca demanda, e principalmente atrasos nos pagamentos de obras de planos federais como Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa Minha Vida e até DNIT.

O Sinduscon, segundo Savi, atende toda a região da Amrec e da Amesc, aproximadamente 380 empresas do setor, e 47 filiadas ao sindicato. Só no ano passado três já anunciaram falência, o que corresponde a quase 800 desempregados. "Desde agosto de 2014 tem empresas que não conseguiram vender nem dois apartamentos. Não sei como vai ficar daqui para frente. Temos construtoras independentes, mas também tem outras que vivem somente dos financiamentos dos bancos", aponta.

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Atualmente, conforme o presidente do sindicato, a construção civil continua sendo um dos setores que mais empregam no sul de Santa Catarina - com mais de 6 mil funcionários - , sozinho chega a ser 12% do Produto Interno Bruto (PIB) da região e influenciar 42% do PIB com outras empresas como cerâmica, metalurgia, etc. "Se a construção civil falir, muitos outros setores também vão à falência", comenta Savi.

A expectativas das empresas do setor é que o atual ministro da fazenda, Joaquim Levy, consiga criar ações que possam reduzir a carga tributária, e também que o novo o ministro das cidades, Gilberto Kassab, elabore critérios ou novas normas para os financiamentos.

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