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Consultório de Rua auxilia cidadãos em vulnerabilidade social em Criciúma

Por Redação Engeplus

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O Consultório de Rua está realizando atividades nos bairros de maior vulnerabilidade social de Criciúma. Uma equipe especializada atua nos pontos mais críticos da cidade, como nos bairros Renascer, e na região do Pinheirinho. Conforme o coordenador da saúde mental de Criciúma, Denílson Rodrigues da Fonseca, os profissionais atuam desde o segundo semestre do ano passado e fazem um trabalho de aproximação.

“Estão sendo feitas abordagens às pessoas, de forma mais cautelosa, pois é preciso abordá-las com um certo cuidado nestes bairros de maior vulnerabilidade”, explica. “Essa primeira etapa é bem demorada, mas tivemos conquistas bem positivas principalmente na região do bairro Tereza Cristina”, pontua. O consultório almeja servir as pessoas que não conseguem chegar a um tratamento e inserí-las na sociedade.

O objetivo é cuidar das pessoas que vivem nas ruas de Criciúma, que, segundo o coordenador da saúde mental, crecse na cidade. “A pessoa é abordada, e os profissionais verificam se ela precisa de alguma ajuda. A indicação para um tratamento acontece conforme a consciência de cada pessoa” ressalta. O objetivo é a redução de danos.

De acordo com coordenadora do Consultório de Rua, Grasiela Gregório, cerca de 30 pessoas foram atendidas pela equipe até agora. Os profissionais estão atuando também na praça Nereu Ramos e na praça do Congresso, área centrald e Criciúma. “Temos verificado um número considerável de moradores de rua. A maioria deles é natural da cidade, poucos são imigrantes”, pontua. A idade média dos moradores de rua é entre 18 e 45 anos.

Grasiela acrescenta que alguns foram encaminhados para a Vigilância Epidemiológica, outros para o Caps, em busca de tratamento. “A ideia inicial do consultório não é retirar essas pessoas da rua, mas cuidar da saúde delas”, ressalta. “Os profissionais vão ao encontro delas e verificam a condição de saúde, como tuberculose e hanseníase, por exemplo” .

Atuam na equipe nove profissionais, entre eles enfermeiras, assistentes sociais, agente redutor de danos, além de um psicólogo e a coordenação do consultório. Neste ano, será realizada uma pesquisa a fim de saber quantos moradores de rua possui Criciúma. “Assim, vamos poder verificar, além do número de moradores, o que leva essas pessoas a irem para as ruas”, ressalta.

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