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Consumidor encontra "corpo estranho" em molho de tomate

Fragmento mede cerca de oito centímetros de comprimento

Por Redação Engeplus

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Correção de matéria às 14h45min / Um consumidor do bairro Maristela, de Criciúma, encontrou um corpo estranho dentro de uma embalagem de molho de tomate refogado tradicional nessa quinta-feira. Conforme o engenheiro Higor Gregório Ricardo, ao abrir a embalagem foi constatado um fragmento estranho de aproximadamente oito centímetros de comprimento. Ricardo entrou em contato com a empresa e oficializou uma reclamação. A empresa fabricante, do Estado de São Paulo, entrou em contato com o consumidor na manhã desta sexta-feira.

“Eles me falaram que pode ter sido um problema de transporte. Como o produto não possui conservante pode ter entrado ar em alguma parte da embalagem e criado aquele tipo de fungo”, explica Ricardo. Segundo o engenheiro, a explicação da empresa não foi convincente. “É algo bem grande, parece um sapo, é duro e escuro”, completa.

A empresa se responsabilizou em recolher o produto na residência do consumidor. O fragmento estranho será analisado em um laboratório. A empresa também se comprometeu em mandar uma cesta com produtos da marca para amenizar a má impressão, afirmou nesta manhã ao Portal Engeplus. Ricardo ainda acrescenta que sua mãe usou o produto na terça-feira e depois o guardou na geladeira. “Quando fui usá-lo ontem, percebi esse corpo estranho. Em pesquisas pela internet verifiquei várias reclamações deste mesmo lote do produto”, comenta. O consumidor vai consultar uma advogada e decidir quais medidas irá tomar.

De acordo com a fiscal da Vigilância Sanitária de Criciúma, Andreia Pereira, a orientação para população quando encontrar algum corpo estranho em produtos é entrar em contato com a Vigilância Sanitária. Dependendo do caso, os fiscais percebem se o problema do produto foi durante o processo fabril ou se a negligência foi do vendedor.

“Realizamos uma análise visual e elaboramos uma declaração ao consumidor que pode ser juntada em eventual processo judicial. Se a empresa fabricante for do município, fazemos uma inspeção no local para verificar as boas práticas de fabricação de acordo com a legislação. Caso a empresa não seja do município onde foi comprado o produto, mas o produto tenha sido comprado em Criciúma, como foi o caso desse consumidor, pedimos que ele leve até nós a nota fiscal para comprovar de qual estabelecimento foi comprado o produto é possível que a Vigilância faça uma coleta desse mesmo lote (caso haja mais produtos do mesmo lote e validade) para análise fiscal junto ao Lacen”, explica Andreia. Ela acrescenta que a pessoa enquanto consumidora, de acordo com o artigo 2º, parágrafo único e artigo 17 do código de Defesa do Consumidor, ela pode acionar o Procon e o Poder Judiciário independente de nota fiscal.

Se o fabricante não é da região, como no caso deste molho de tomate, a Vigilância Sanitária de Criciúma não tem como fazer uma fiscalização. Em casos mais simples, o primeiro passo é firmar um acordo com o vendedor do estabelecimento, isso se a negligência for causada pelo vendedor.

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