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Corpo de Bombeiros de Araranguá ainda combate fogo na região das turfas

Trabalhos já duram seis dias

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: João Carlos Silva

Uma equipe de 20 bombeiros do Corpo de Bombeiros de Araranguá ainda combate o fogo que atinge cerca de 10 hectares de terra de reflorestamento na cidade. A Fundação Ambiental do Município de Araranguá (Fama), a Defesa Civil e a Secretaria Municipal do Interior ajudam no combate às chamas. Os focos de incêndio diminuíram com a chuva desse sábado, mas ainda existe fogo em algumas áreas.

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De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Paulo Roberto de Oliveira, a preocupação com o incêndio é grande. “Apesar de ser uma área rural do município, o local fica a quatro 4 quilômetros do Centro e, em consequência disso, tanto a fumaça quanto o cheiro chegaram na área urbana, levados pelo vento. O lugar onde ocorreu o incêndio está situado na localidade de Caverazinho, próximo ao Santuário do Menino Jesus de Praga”, explicou.

Ao lado de Márcio Honório, outro integrante da Defesa Civil de Araranguá, Oliveira monitorou a situação periodicamente, dia e noite. Os dois deslocaram-se até o local da queimada para fazer um diagnóstico mais apurado do problema. “Desta vez a queima da vegetação atingiu grandes proporções, o que exigiu uma concentração de esforços mobilizando Corpo de Bombeiros, Fundação Ambiental e Secretaria do Interior”, relatou.

O Corpo de Bombeiros destaca que uma área equivalente a quinze campos de futebol, ou 10 hectares, havia sido atingida. O fogo foi praticamente extinto na madrugada deste domingo. O primeiro foco de incêndio foi registrado na terça-feira, dia 9, no subsolo de uma área de plantação de eucalipto na Lagoa da Serra, com 100 mil metros quadrados.

Os bombeiros controlaram as chamas, porém elas voltaram a aparecer no dia seguinte de maneira ininterrupta. A partir de então foi desenvolvida uma força tarefa para resolver o problema. Só na noite de sábado, após a abertura de dois açudes e a distribuição dessa água através de valas, combinada com as intensas chuvas, o fogo diminuiu.

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Prejuízo ambiental - O diretor da Fama, Paulo Simon, explica que o órgão ainda não tem uma dimensão exata dos prejuízos ambientais. Muitas árvores tiveram as raízes queimadas e caíram. O fogo propagou-se muito rápido, pois as chamas ficam embaixo da terra, em uma área de subsolo bastante inflamável chamada turfa, uma espécie de matéria orgânica em decomposição. “O fato de a turfa ficar no subsolo dificultou o combate e demandou um maior tempo para a operação. Além disso, não era possível ver as chamas. Ao redor da área, foram abertos canais de água para impedir que o fogo se alastrasse ainda mais. A escassez de chuvas era outro fator que acentuava o problema”, explicou

Alerta - Os bombeiros ainda não sabem como o fogo começou. Segundo eles, as possibilidades são muitas: até uma bituca de cigarro pode ter iniciado o incêndio. A Fundação Ambiental de Araranguá faz um levantamento da situação visando responsabilizar eventuais envolvidos em queimadas, caso eles existam. “Pedimos a toda a população araranguaense que coopere denunciando focos de incêndio e evitando queimadas”, disse Simon.

Turfa - Turfa é um produto de origem vegetal, formada após a decomposição de restos de plantas em terrenos alagadiços. O material é utilizado para a produção de produtos agrícolas.

Colaboração: João Carlos Silva/Comunicação Prefeitura de Araranguá

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