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CPI do Esgoto: Gaeco conclui investigações

Por Redação Engeplus

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Assim que foi concluído o relatório da CPI do Esgoto, realizada no segundo semestre de 2011 na Câmara de Vereadores de Criciúma, o documento foi encaminhado a diversos órgãos para que as investigações prosseguissem. Um dos que recebeu o documento foi o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que intensificou as investigações sobre as obras de repavimentação e de construção do sistema de esgoto de Criciúma.

Uma das principais acusações no relatório da CPI é de que empresas foram contratadas sem licitação. A essas empresas teriam sido repassados valores referentes a obras que não foram realizadas em sua totalidade. O promotor responsável pelo caso, Maurício Medina, anunciou que nesta quinta-feira explicará como foram realizadas as investigações e o resultado da apuração. A entrevista coletiva acontecerá no Fórum de Criciúma, às 15 horas. O Gaeco é uma força-tarefa formada por Ministério Público e Polícia Civil de Santa Catarina. Diversos documentos foram solicitados à Prefeitura.

Nenhum membro do Gaeco manifestou-se sobre o caso. A alegação é de que as entrevistas serão concedidas somente após o anúncio do resultado das investigações.

Entenda o caso – Em maio de 2011 a Câmara de Vereadores institui a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as obras de esgotamento sanitário em Criciúma. Até setembro, dezenas de pessoas foram ouvidas pelos vereadores. Durante a CPI, vários embates foram travados entre a base governista, formada pelos vereadores Giovanni Zappellini (PP) e Itamar da Silva (PSDB), e os líderes da CPI, os oposicionistas Douglas Mattos (PCdoB) e Romanna Remor (até então no DEM).

Apesar de não ter ouvido todas as pessoas intimadas a depor, a relatora Romanna Remor achou por bem encerrar a CPI e apresentar o relatório. A base do governo acusou a vereadora de estar adiantando o final da CPI para trocar de partido e assumir como deputada federal. No início de outubro o relatório foi aprovado e encaminhado a instituições e órgãos como Ministério Público, Receita Federal, Polícia Civil e, até mesmo, o Bispo da Diocese de Criciúma.

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