Criciúma
Crianças aprendem na prática a importância da acessibilidade
Alunos de 3 e 4 anos participam de um projeto sobre o respeito às diferenças
Por Redação Engeplus
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Desde o início do ano, alunos da escola Jardim da Alegria, de Criciúma, têm aprendido um pouco mais sobre a importância do respeito às diferenças. As turmas do Infantil 2 do colégio têm dois alunos especiais, e as professoras Andreia Cardoso de Aguiar e Juliane de Oliveira Borges buscaram mostrar aos pequenos – todos de 3 ou 4 anos – que todo mundo possui ou possuirá algum tipo de limitação ao longo da vida.
De acordo com a professora Andreia, a inclusão dos alunos na escola sempre foi tranquila, mas como as crianças não conviviam diretamente com outras limitações além daquelas que os coleguinhas possuíam, o projeto buscou trazer isso para suas realidades. “A ideia é mostrar que todos temos diferenças, mas que somos iguais mesmo assim. Como a criança trabalha muito com a questão do contato e do visual, não adiantaria mostrar apenas em sala de aula que um cego não consegue enxergar, por exemplo”, explica.

Por isso, nesta semana as professoras levaram os alunos até as Faculdades Esucri. Com vendas cobrindo seus olhos, as crianças andaram sobre o piso guia especial para cegos, e também exploraram as placas com escritos em braile. Além disso, também andaram nos elevadores e rampas especiais para cadeirantes.

“Foi uma visita muito significativa. Eles levaram para casa muito aprendizado deste passeio. Eles já conviviam tranquilamente com os amigos, mas após este projeto percebemos que o relacionamento tem sido melhor ainda”, afirma Andreia.
A coordenadora de marketing das Faculdades Esucri, Daniela Maffioletti, esteve entre os funcionários que receberam as crianças nesta semana. Ela explica que a instituição busca sempre a maior possibilidade de inclusão. “Temos diversos alunos especiais e a visita das crianças foi uma grata surpresa para nós. Sabemos que o respeito começa quando passamos a entender melhor o mundo da outra pessoa”, afirma.
Projeto também usa bonequinhos de pano
Há alguns meses, as crianças participaram de um teatro que teve como personagens principais três bonequinhos com limitações físicas: um cadeirante, uma menina cega e outra surda e muda, que não tem uma das mãos. Na ocasião, os estudantes se uniram para escolher o nome de cada personagem.

A partir de então, os bonecos passaram a “morar” em uma mala. “A cada período de tempo, a mala vai para a casa de um dos alunos. Lá, eles precisam cuidar desses amiguinhos e cada família faz um registro de como foi a visita, com textos e fotos”, conta a professora Andreia.
O resultado é considerado positivo. “Temos percebido muitas coisas boas após as visitas. Recebemos fotos e textos que demonstram que não só as crianças, mas também as famílias estão contentes de participar do projeto”, diz Andreia.



