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Criatividade retorna

Criatividade retorna com nomes de urna

Por Redação Engeplus

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Eles são pouco mais de 342 mil em todo o país, a maioria não vai além de pedir o seu voto, mas na hora de buscar uma identificação com o eleitorado, haja criatividade. A cada quatro anos, os apelidos jocosos utilizados pelos candidatos a uma cadeira nas câmaras de vereadores viram pauta obrigatória entre os jornalistas.

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A Justiça Eleitoral, impossível não admitir, tem sido sempre condescendente. Quando se trata de ouvir a voz do povo, a liberalidade só isola os palavrões durante o registro dos “nomes de urna”, eufemismo adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Na caça aos votos, os candidatos apelam ou se apegam a “marcas” que os tornam inconfundíveis em seu curral eleitoral.

Quem tiver tempo e paciência para acessar o site do TSE vai se deliciar com vários desses alicerces identitários. O rol de candidaturas nas três microrregiões do sul de Santa Catarina revela forte inclinação para associar nomes a atividades profissionais. Aires do Gás, Ademir da Retro, Pelé da Saúde, Luiz Refrigeração, João Verdura e Valdir do Karatê são alguns.

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Com o foco bem mais aprimorado, há quem se lembre – ainda mais nesta hora – que a publicidade é a alma do negócio. Boca da Içarense, Nei da Brahma e Joel da Farmácia Joelma que o digam. Outros, rendem-se ao carisma do sexo oposto. Ou dá pra confundir o Silvinho da Madalena?

Desaconselha-se, porém, atribuir aos sul-catarinenses um talento exagerado na escolha de alcunhas como Zé Louco, Carcinha, Gato Preto, Piúrra e até um intrigante Xisküite (assim mesmo, um arremedo tremado do inglês she’s cute). Vasculhando o site, acha-se desde Dete, A Viúva de Cobrinha no interior baiano até o folclórico Brenda Lee, em Pelotas (RS). É só procurar.

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