Novo momento
Criciúma anuncia nova gestão nas categorias de base: ‘objetivo principal é revelar atletas’
Gustavo Teixeira e Jean Reis atuarão com atletas que estão iniciando no futebol
Por Rafaela Custódio
5 min de leitura

Revelar atletas. Esta é a principal missão do Criciúma a partir de 2026. Para conseguir formar jogadores, o clube carvoeiro anunciou, na manhã desta quinta-feira, dia 29, Gustavo Teixeira como gerente das categorias Sub-14 ao Sub-20 e Jean Reis na coordenação da iniciação das equipes até 13 anos. Os dois profissionais foram apresentados hoje no Centro de Treinamentos Antenor Angeloni e falaram sobre a missão de reestruturar as categorias de base do time tricolor.
O executivo de futebol do Tigre, Thiago Gasparino, ressaltou que, desde sua chegada no clube há 45 dias, está estruturando e construindo o novo organograma das categorias de base. “É um marco muito importante para a instituição, porque sabemos que a revelação de atletas potencializa fluxo de caixa, a questão financeira e a instituição. O clube que não tem isso hoje dentro do seu pensamento não consegue se autossustentar”, afirmou.
Profissionais
Na função de supervisor das categorias de base do Criciúma desde o ano passado, Gustavo Teixeira, de 40 anos, é formado em educação física e faz gestão de recursos humanos. O profissional também é pós-graduado em futebol e futsal e concluiu cursos em direito desportivo, gestão técnica e de infraestrutura em clubes de futebol, coordenação metodológica, gestão esportiva, gestão de base, de executivo de futebol e de formação de supervisor.
Gustavo possui quase 20 anos de experiência no meio do esporte como treinador, preparador físico, coordenador, supervisor e gestor, além de ter vasto conhecimento na parte de logística, organização, operação de jogo, dia a dia de clubes, contratos e registro de Boletim Informativo Diário (BID).
Teixeira ressaltou que, desde o início da temporada, o clube tem trabalhado de forma integrada entre as partes psicológica, física, técnica e tática. “A gente começou a inserir um formato diferente antes de viajarmos para a Copa São Paulo. Fizemos coletivo entre a equipe Sub-20 e o profissional e, já no final do treino, os técnicos discutiram situações. Temos o departamento de assistência social e psicologia no clube, que a gente pretende aumentar a carga horária para que essas pessoas possam estar mais perto dos atletas. A gente sabe que, às vezes, o atleta está no Sub-20, sobe para o profissional, não tem oportunidade, volta para o Sub-20 e isso mexe com o psicológico”, comentou.

O supervisor das categorias de base afirmou que o clube quer que o atleta suba para o profissional e não retorne ao Sub-20. “Para ele conseguir fazer isso, ele tem que ter o rendimento necessário lá no futebol profissional. E, se ele voltar, tem que estar ciente de que vai ter que ser uma referência dentro da categoria em que estava. A questão da integração: a gente pretende integrar muito a categoria Sub-20 junto do futebol profissional. Hoje, a gente tem 17 atletas na equipe profissional”, ressaltou.
Teixeira garantiu que a principal meta das categorias de base é revelar jogadores. “Falando da questão de troféu e revelar atleta, acho que uma coisa é consequência da outra. A gente vai trabalhar para formar atletas, independentemente do resultado. O nosso objetivo principal é revelar atletas, fazer com que eles se desenvolvam internamente, desde o Sub-8, com a questão técnica e tática, chegando mais próximos do profissional. A parte física também é muito importante, mas o principal objetivo hoje do Criciúma é revelar jogadores. A gente vai estar nas competições, vai querer ganhar os jogos, mas o principal objetivo é estar revelando jogadores para o futebol brasileiro, para o Criciúma estar colocando em campo, para que a gente possa tirar alguma fatia de renda para o clube”, frisou.
Coordenador da iniciação das categorias de base
O escolhido para coordenar a iniciação das categorias menores foi Jean Carlos Reis, de 51 anos. Conhecido na região pelo seu trabalho na coordenação do Projeto Anjos do Futsal, ele é formado em educação física e pós-graduado em metodologia e aprendizagem interdisciplinar do ensino. O profissional possui as licenças B e C da Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS), Licença S da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e cursos de treinamento desportivo, futsal de iniciação, formação e de alto nível, marketing e organização de eventos, pedagogia do treinamento desportivo e psicologia esportiva.
Seu trabalho como coordenador do Projeto Anjos do Futsal iniciou em 2001. No ano seguinte, Reis foi técnico das categorias de base do Anjo Futsal e auxiliar da equipe adulta, até assumir como treinador principal em 2005.
“Trabalho há 25 anos no esporte, voltado um pouco mais ao futsal, sim, mas sempre procurando formar cidadãos e formar atletas, porque a gente sabe que hoje o futsal é um braço do futebol. Atualmente, muitos clubes trabalham a base até os 13 anos no futsal, juntamente com o futebol, em campo reduzido. Então, o futsal traz isso para o futebol de campo. Vamos procurar, além de formar atletas, formar cidadãos. Sabemos que é uma minoria que vira atleta profissional, mas quem não virar atleta profissional será torcedor do Criciúma, sócio do Criciúma, e temos que cuidar muito bem dessas crianças”, afirmou.

Reis destacou que o Criciúma vai dar oportunidades para atletas da região. “Vamos buscar fazer festivais no Centro de Treinamento para a gente conseguir buscar essas crianças, esses meninos, da melhor maneira possível. É claro que a gente já tem equipes formadas, tanto do Sub-9 ao Sub-13, e que vão continuar fazendo um trabalho paralelo, mas vamos buscar, através de festivais, novos atletas. Os nossos profissionais vão ter que estar a campo assistindo jogos, acompanhando partidas pela região, para que os melhores meninos da nossa região a gente capte o mais cedo possível”, comentou.
O coordenador destacou a importância de trabalhar com atletas novos. “Os atletas dos 8 aos 13 anos trabalham muito a parte tática, temos muitas conversas e vamos buscar competições para que esses meninos aprendam a jogar campeonatos. Com isso, não chegarão ao Sub-15 com dificuldade. Essa transição é muito importante, assim como o amadurecimento de jogo na iniciação”, finalizou.



