Camisa oito em campo
Criciúma consegue efeito suspensivo e Arilson pode jogar a final do Campeonato Catarinense
TJD-SC suspendeu a punição de quatro jogos contra o volante por agressão
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O departamento jurídico do Criciúma conseguiu um efeito suspensivo para a punição de quatro jogos imposta ao volante Arilson, o que impediria que o atleta entrasse em campo no segundo jogo da final do Campeonato Catarinense. Com a nova decisão do Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), o jogador poderá entrar em campo no próximo sábado, dia 8, para enfrentar o Brusque.
A punição dada ao volante aconteceu no jogo entre Criciúma e Avaí no confronto de ida das quartas de final do estadual. Arilson foi expulso aos 41 minutos do segundo tempo, após dividir a bola com Waguininho, atacante do Avaí, que prendeu as pernas do volante do Tigre com uma “tesoura”. Ambos caíram no gramado e o jogador do Criciúma atingiu o atleta avaiano nas costas utilizando a sola da chuteira. O árbitro Ramon Abatti Abel parou o jogo e aplicou cartão vermelho direto para Arilson.
O efeito suspensivo foi concedido pelo auditor do Tribunal Pleno do TJD-SC, Rodrigo Steinmann Bayer. O departamento jurídico do Tigr alegou que “para se desvencilhar da tesoura, Arilson empurra o atleta (que continua o prendendo com a tesoura) e a mecânica da sua perna, em conjunto com o ângulo de vídeo, dá impressão de que o atleta desfere um chute contra seu adversário, que aproveita para encenar ter sido agredido”.
O argumento foi acatado pelo auditor que escreveu na decisão: “Em que pese a reprovabilidade social e ética da conduta acometida, não vejo contundência suficiente no golpe para justificar, em análise perfunctória, a firme capitulação do Art. 254-A (Praticar agressão física durante a partida) do CBJD. Vislumbro, assim, verossimilhança das alegações”.



