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Criciúma integrada às ações do Dia Mundial dos Pobres

Por Redação Engeplus

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Foto: Denis Luciano

Este domingo é o Dia Mundial dos Pobres. “Estamos vivendo tempos de uma igreja cada vez mais pastoral, mais nas comunidades, mais presente junto aos povos carentes e necessitados”, lembra o bispo Dom Jacinto Flach, para alicerçar o papel da Igreja Católica na data de hoje, incluída no calendário da agenda católica mundial e que será celebrada pela primeira vez neste domingo.

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"Não amemos com palavras, mas com obras", invocou o papa Francisco, na sua mensagem publicada nesta semana em referência à data especial. “Nossa Diocese é de um povo muito solidário, muito aberto, muito atento às carências dos nossos irmãos. Que continuemos assim”, reforça o bispo, antevendo uma das temáticas a serem abordadas nas celebrações católicas deste final de semana.

"Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. Este dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro. Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade", pontuou o Papa Francisco em sua mensagem.

A mobilização da data no Brasil cabe à Cáritas Brasileira, por determinação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “Mas o amor aos pobres não passa apenas por doar para a coleta da igreja. É importante que na vida em comunidade, no cotidiano, estejamos integrados a ações que visem diminuir as desigualdades sociais”, salienta Dom Jacinto.

Dentro da programação proposta pela Cáritas, o país está envolto na Jornada Mundial dos Pobres (JMP). Por ela, todas as dioceses, paróquias, movimentos e pastorais receberam o subsídio com propostas criativas para que a iniciativa seja vivida e partilhada, bem como o cartaz abaixo.

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Estudo divulgado em fevereiro pelo Banco Mundial aponta que, em 2017, o número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil aumentou até 3,6 milhões. A atual crise econômica é um fator decisivo neste processo. O Banco Mundial também atribuiu a ações sociais protetivas como o Bolsa Família, um papel fundamental para evitar que mais brasileiros entrem na linha da miséria.

No cenário mais otimista o número de pobres no Brasil deve chegar a 19,8 milhões dos quais 8,5 milhões estarão na extrema pobreza. Na previsão pessimista, de mais um ciclo de recessão, o país terá 20,9 milhões de pobres, sendo 9,4 milhões em estado de miséria. No mundo, a pobreza é a realidade de mais de 700 milhões de pessoas.

O relatório da ONU para o Desenvolvimento 2017, afirma que 6,5% da população global continuará na pobreza extrema até 2030, se a atual taxa de crescimento e políticas para o setor permanecerem inalteradas.

(Colaboração: Comunicação / Diocese Criciúma)

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